Galvão e Amigos

Ancelotti manda recado sobre físico dos jogadores, diz Galvão

No Galvão e Amigos, Casagrande viu fala do técnico como um recado direto a jogadores sem 100% das condições, como Neymar

Da redação

DA REDAÇÃO

26/08/2025 • 03:05 • Atualizado em 26/08/2025 • 03:05

A declaração de Carlo Ancelotti de que só convocará jogadores que estejam 100% fisicamente foi interpretada no Galvão e Amigos desta segunda-feira (25) como um recado direto e o fim da era das "cadeiras cativas" na Seleção Brasileira . O assunto, puxado por Galvão Bueno, gerou um debate sobre a aplicação do critério em diferentes cenários, como o de Neymar .

Para Casagrande, a postura do treinador representa uma quebra de paradigma em relação a convocações recentes. "Isso é uma quebra de cadeira cativa. O que ele está fazendo é [dizer que] acabou", afirmou Casão.

Ele criticou práticas anteriores de chamar atletas que precisavam usar o período na Seleção para se recuperar fisicamente. "Até pouco tempo atrás, a convocação ia com quatro, cinco jogadores para se recuperar durante a semana. Cara machucado que só ia jogar o segundo jogo. Não tem que ser assim", complementou.

A análise foi de que o técnico italiano estabeleceu uma nova regra de forma clara e imediata, valorizando o mérito e a condição física do momento acima de qualquer histórico ou status do jogador.

A "interrogação" para a Copa do Mundo

Apesar da concordância sobre a correção da medida, Vanderlei Luxemburgo adicionou uma ponderação ao debate, focando em um cenário de Mundial. Para ele, embora a regra seja perfeita para o momento, o futebol nem sempre permite um rigor absoluto. "Tem uma interrogação", alertou Luxa. "Numa Copa do Mundo, de repente vai ter o melhor jogador dele [Neymar] que não está 100%, mas é o melhor para jogar uma final".

Luxemburgo e Mauro Naves relembraram casos históricos em que a regra do "100%" foi flexibilizada em momentos decisivos. Nomes como Branco em 1994, e Ronaldo e Rivaldo em 2002, foram citados como exemplos de atletas que não estavam em suas condições ideais, mas foram bancados pelos técnicos e acabaram sendo fundamentais nas conquistas.

Leonardo contextualizou que a postura firme de Ancelotti é essencial neste momento inicial de trabalho. "Ele tem que fazer isso porque esse grupo não está formado ainda. Quando você tem um grupo formado e faz uma exceção, beleza. Mas não em um grupo que está sendo criado", concluiu, indicando que a rigidez do critério é fundamental para estabelecer a filosofia de trabalho do novo comandante.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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