Copa do Mundo

Uefa ameaça boicote à Copa do Mundo caso Mundial seja vendido; entenda

Fifa anunciou possibilidade de venda de parte da competição para investidores nesta terça

Da redação

DA REDAÇÃO

28/07/2026 • 20:04 • Atualizado em 28/07/2026 • 20:04

Gianni Infantino, presidente da Fifa, na Copa do Mundo de 2026
Gianni Infantino, presidente da Fifa, na Copa do Mundo de 2026 - Foto: REUTERS/Dylan Martinez

A Uefa voltou a subir o tom e pode ameaçar boicotar a Copa do Mundo da Fifa caso a entidade máxima do futebol confirme os planos de vender parte do Mundial para acionistas e investidores . A informação foi divulgada pela TVSky Sportsnesta terça-feira (28).

A ideia da comercialização do torneio surgiu de Gianni Infantino e foi oficializada pela Fifa durante o início desta tarde. A ideia da entidade máxima do futebol é criar umaenterprise- a Fifa Forward Enterprise (FFE) -, que seria responsável pela comercialização de parte do torneio , como direitos de transmissão e ingressos. O mandatário italiano funcionaria como uma espécie de comissário dessa nova empresa, que poderia chegar mais de R$ 200 bilhões.

Por que a Uefa pode boicotar a Copa do Mundo?

Em pronunciamento oficial, a Uefa rejeitou a ideia proposta pela Fifa e afirma que tal pretexto “cruza uma linha que as instituições que comandam o futebol nunca deveriam cruzar". De acordo com aSky Sports,a entidade europeia fará uma reunião emergencial nesta semana para discutir os próximos passos.

Entenda o que é a FFE e como ela funcionaria

A Fifa seria a principal acionista da Copa do Mundo. A ideia de Infantino é vender entre 20% e 30% da competição para investidores das 211 associações que fazem parte da entidade máxima do futebol. O acordo poderia render 15 bilhões de libras (R$ 201 bilhões).

Infantino seria um comissário dessa nova empresa que comandaria parte da Copa do Mundo. O presidente da Fifa, inclusive, já teria entrado em contato com alguns acionistas próximos à gestão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aliado forte do italiano. A JP Morgan coordena o processo.

Veja o comunicado da Uefa sobre a FFE:

"Isso ultrapassa uma linha que as instituições governantes do futebol nunca deveriam ultrapassar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Todas as Associações Nacionais de Futebol também deveriam levar. Assim como todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos os que se importam com o futuro do esporte.

A alma e a governança do futebol não são bens para serem negociados — especialmente com zero transparência sobre quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Ele não pertence à FIFA para ser vendido."

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