
A Uefa voltou a subir o tom e pode ameaçar boicotar a Copa do Mundo da Fifa caso a entidade máxima do futebol confirme os planos de vender parte do Mundial para acionistas e investidores . A informação foi divulgada pela TVSky Sportsnesta terça-feira (28).
A ideia da comercialização do torneio surgiu de Gianni Infantino e foi oficializada pela Fifa durante o início desta tarde. A ideia da entidade máxima do futebol é criar umaenterprise- a Fifa Forward Enterprise (FFE) -, que seria responsável pela comercialização de parte do torneio , como direitos de transmissão e ingressos. O mandatário italiano funcionaria como uma espécie de comissário dessa nova empresa, que poderia chegar mais de R$ 200 bilhões.
Por que a Uefa pode boicotar a Copa do Mundo?
Em pronunciamento oficial, a Uefa rejeitou a ideia proposta pela Fifa e afirma que tal pretexto “cruza uma linha que as instituições que comandam o futebol nunca deveriam cruzar". De acordo com aSky Sports,a entidade europeia fará uma reunião emergencial nesta semana para discutir os próximos passos.
Entenda o que é a FFE e como ela funcionaria
A Fifa seria a principal acionista da Copa do Mundo. A ideia de Infantino é vender entre 20% e 30% da competição para investidores das 211 associações que fazem parte da entidade máxima do futebol. O acordo poderia render 15 bilhões de libras (R$ 201 bilhões).
Infantino seria um comissário dessa nova empresa que comandaria parte da Copa do Mundo. O presidente da Fifa, inclusive, já teria entrado em contato com alguns acionistas próximos à gestão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aliado forte do italiano. A JP Morgan coordena o processo.
Veja o comunicado da Uefa sobre a FFE:
"Isso ultrapassa uma linha que as instituições governantes do futebol nunca deveriam ultrapassar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Todas as Associações Nacionais de Futebol também deveriam levar. Assim como todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos os que se importam com o futuro do esporte.
A alma e a governança do futebol não são bens para serem negociados — especialmente com zero transparência sobre quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Ele não pertence à FIFA para ser vendido."
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