
O norte-irlandês Norman Whiteside e o goleiro egípcio Essam El Hadary são, respectivamente, o jogador mais novo e o mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo. Os recordes foram estabelecidos nos Mundiais de 1982, na Espanha, e de 2018, na Rússia.
O mais jovem a jogar a Copa
Norman Whiteside entrou para a história em 17 de junho de 1982, quando começou como titular pela Irlanda do Norte contra a Iugoslávia, na fase de grupos daquela Copa, aos 17 anos e 41 dias de idade .
O duelo terminou empatado sem gols, mas a presença do adolescente em campo se transformou no grande marco da noite no Mundial disputado na Espanha.
O jovem meia-atacante do Manchester United, que ainda não tinha completado um ano como profissional, superou o recorde de Pelé, que desde 1958 era o jogador mais jovem a atuar em uma Copa. A marca do brasileiro, também com 17 anos, caiu quase um quarto de século depois com a estreia do norte-irlandês.
Whiteside disputou as três partidas da primeira fase e ajudou a Irlanda do Norte a chegar à segunda fase de grupos naquele Mundial.
Mesmo sem avançar às semifinais, a campanha e o recorde de idade consolidaram o nome do jogador como um dos símbolos da seleção do país.
O veterano que desafiou o tempo em Copas
Em 2018, Essam El Hadary quebrou o recorde do jogador mais velho a atuar em um Mundial. O goleiro do Egito entrou em campo como titular contra a Arábia Saudita, em 25 de junho de 2018, aos 45 anos e 161 dias , na última rodada da fase de grupos na Rússia.
Na partida, El Hadary ainda defendeu um pênalti cobrado por Fahad Al-Muwallad, em jogada que correu o mundo. Apesar da atuação do veterano, o Egito perdeu por 2 a 1 e se despediu da competição sem vitórias.
O recorde de longevidade pertencia desde 2014 ao colombiano Faryd Mondragón, que havia jogado uma Copa com mais de 43 anos. Com a escalação de El Hadary, a marca ganhou novo patamar e evidenciou a rotina de treinos e cuidados físicos que permitiram ao egípcio estender a carreira por quase três décadas.
Recordistas de participações e grandes ausências
A presença contínua em Copas está ligada à força das ligas nacionais, à formação de base e à estrutura das federações.
No topo do ranking aparece o Brasil, a única seleção a disputar todas as edições do Mundial desde 1930 , sem nunca falhar em uma classificação. Garantida na Copa de 2026, a Seleção Brasileira chegará à marca de 23 participações consecutivas.
No ranking de maiores presenças, destacam-se:
Ao mesmo tempo, a história da Copa registra ausências marcantes de potências tradicionais . A Itália, tetracampeã mundial, vive seu maior abalo recente ao ficar de fora de três mundiais seguidos: Copas da Rússia (2018), do Catar (2022) e dos EUA, México e Canadá.
A Holanda, conhecida por escolas táticas revolucionárias e três vice-campeonatos mundiais, e o Uruguai, pioneiro e bicampeão, também acumularam longos períodos sem disputar o torneio em razão de fases de transição e queda de desempenho.
A própria geopolítica ajudou a redesenhar o mapa das seleções. O fim ou a divisão de países fez com que antigas forças, como Iugoslávia, Tchecoslováquia e Alemanha Oriental, desaparecessem de forma definitiva da lista de participantes, abrindo espaço para novas bandeiras e novas histórias no cenário do futebol mundial.
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