O calor virou tema de preocupação para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Após o alerta feito por Marquinhos nesta quarta-feira (3), a previsão do tempo para os três jogos do Brasil na fase de grupos mostra cenários distintos, com temperaturas que podem chegar aos 30°C e sensação térmica ainda maior por causa da umidade.
A preocupação não é nova. Durante a Copa do Mundo de Clubes de 2025, jogadores, técnicos e dirigentes relataram dificuldades provocadas pelas altas temperaturas em diversas cidades americanas. Como a Copa do Mundo será disputada na mesma época do ano, o tema voltou ao centro das atenções às vésperas do torneio.
Como estará o clima nos jogos do Brasil
Entre as três sedes da Seleção, Miami é a que mais chama atenção . Além das temperaturas elevadas, a cidade costuma registrar altos índices de umidade durante o verão, fator que aumenta o desgaste físico e dificulta a recuperação dos atletas ao longo das partidas.
O tema foi citado por Marquinhos durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (3). Capitão da Seleção Brasileira, o zagueiro disputou a Copa do Mundo de Clubes de 2025 pelo Paris Saint-Germain e esteve em campo na campanha que levou a equipe francesa até a final, vencida pelo Chelsea .
"Acho que o calor, o desgaste e a desidratação foram fatores muito importantes. Principalmente para a gente que chegou até a final. Teve momentos de um calor realmente absurdo", afirmou.
Quando a Fifa pode interromper um jogo
A Fifa monitora as condições climáticas por meio do índice WBGT , sigla para Temperatura de Bulbo Úmido e Globo. O indicador considera não apenas a temperatura ambiente, mas também fatores como umidade, incidência solar e circulação do vento, oferecendo uma avaliação mais precisa do impacto do calor sobre o organismo.
As medições são realizadas antes das partidas. Dependendo dos resultados, a entidade pode determinar pausas obrigatórias para hidratação e resfriamento dos atletas , procedimento que já foi utilizado em competições recentes.
Em situações consideradas extremas, o protocolo prevê medidas mais severas. Caso os índices atinjam níveis que representem risco à saúde de jogadores, árbitros e torcedores, a organização pode adiar, suspender temporariamente ou até cancelar uma partida .
Pesquisadores da World Weather Attribution (WWA) , grupo especializado em eventos climáticos extremos, identificaram Miami, Nova York, Kansas City e Filadélfia como algumas das sedes com maior risco de calor intenso durante o Mundial. O estudo também alertou para a combinação entre altas temperaturas e umidade elevada, cenário que aumenta o desgaste físico e dificulta a recuperação dos atletas.
Tempestades também entram no radar
O calor não é a única preocupação para o torneio. Nos Estados Unidos, alertas de raios e tempestades costumam provocar paralisações em eventos esportivos durante o verão.
Nessas situações, o protocolo de segurança determina a interrupção imediata das atividades e a retirada de jogadores, equipes de arbitragem e torcedores para áreas protegidas até que as condições sejam consideradas seguras.
O procedimento já foi adotado em diversas competições realizadas no país e pode voltar a ser utilizado durante a Copa do Mundo, especialmente em cidades da costa leste americana, onde tempestades de verão são mais frequentes.
Com 104 partidas distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá, a organização do Mundial trabalhará com monitoramento meteorológico em tempo real para minimizar riscos e evitar que as condições climáticas interfiram no andamento da competição. Além do desempenho dentro de campo, a preocupação envolve também a segurança dos torcedores que estarão nos estádios e nas áreas externas dos eventos ao longo do torneio.
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