Copa do Mundo

Alisson diz não se abalar com cobranças na Seleção: "Sou meu maior crítico"

Goleiro da Seleção disputa a sua terceira Copa do Mundo em 2026, mas sua presença na meta titular é questionada

VINÍCIUS BATISTA

11/06/2026 • 19:14 • Atualizado em 11/06/2026 • 19:14

Alisson em coletiva da Seleção Brasileira
Alisson em coletiva da Seleção Brasileira - Foto: Vinícius Batista / Band

Alisson já fez história com a Seleção Brasileira. O goleiro de 33 anos disputa a sua terceira Copa do Mundo e igualou a marca de nomes como Gilmar Neves e Taffarel. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (11), na Nova Jersey, o arqueiro do Liverpool se emocionou ao relembrar tal feito e disse que a palavra que define esse sentimento é “honra”.

“Se for dizer uma palavra, é honra, em poder entrar junto com esses nomes da Seleção. É um privilégio pra mim poder disputar mais uma Copa do Mundo. Eu sonhava estar aqui quando criança, mas era uma realidade muito distante. Hoje, é um privilégio e uma benção, ainda mais vestindo a camisa da maior seleção. Me sinto muito honrado”, disse Alisson

O goleiro também destacou o período conturbado que a Seleção Brasileira conviveu no ciclo pré-Copa do Mundo , mas ressaltou que o momento atual é o mais importante para o Brasil.

Acho que todos os períodos tiveram suas características. É inegável que o último foi muito difícil por vários fatores. Dentro disso, porém, o mais importante é o momento que estamos agora. Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente mudou. Ele é um cara fundamental. O momento que estamos agora é o que importa. Por isso que falam que é bom quando a Seleção chega questionada, porque lá atrás aconteceu isso também. Nos sentimos confiantes, por causa dos treinamentos, trabalhos e o que estamos nos tornando como equipe", acrescentou.

“Sou meu maior crítico”

Alisson comentou sobre as críticas que tem recebido na meta da Seleção Brasileira ao longo dos últimos anos. Ele minimizou tais cobranças e destacou que é o mais crítico com relação à sua performance.

Natural. Cobranças são naturais, injustas ou não elas fazem parte do futebol. As pessoas querem que os jogadores que vistam a camisa da Seleção conquistem títulos. Já conquistei uma Copa América, mas nada se compara à Copa do Mundo. As críticas vêm por isso, por não ter vencido nas outras oportunidades, e eu encaro isso com naturalidade. Eu sou o meu maior crítico, e minhas críticas são baseadas em fatos do dia a dia. Tenho a confiança do Taffarel e dos treinadores de goleiros que passaram pela Seleção

Sou o primeiro a ficar insatisfeito por ter sofrido gols. A equipe tem que odiar sofrer gol. A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de testes e dois dos três gols que sofremos foram completamente evitáveis. Buscamos olhar para os amistosos e corrigir o que podemos para a Copa do Mundo. A gente tem que estar muito ligado nisso, até porque a Copa é uma competição de tiro curto. Queremos ter uma defesa sólida na Copa do Mundo”, adicionou.

A Seleção Brasileira finaliza a preparação para a estreia na Copa do Mundo de 2026 nesta sexta-feira (12). Pela manhã, haverá treino no CT de Columbia Park, o último antes da partida contra Marrocos. À tarde, o técnico Carlo Ancelotti e o atacante Vinicius Júnior concederão entrevista coletiva no estádio de Nova Jersey.

Veja outras respostas de Alisson

Convocação de Weverton

“A convocação do Weverton é por mérito dele e não por demérito de ninguém. Minha capacidade física é de 100%. Eu fiquei um período fora, mas justamente para chegar aqui 100%. O Weverton tem sido convocado por mérito dele. Todos os 26 que estão aqui estão por mérito do seu trabalho e porque têm a confiança do Ancelotti.”

Futuro na Seleção

“Meu foco está muito aqui no momento (sobre o futuro). A coisa mais importante pra mim agora é a Copa do Mundo, e eu vou encará-la como a última oportunidade, pois não se sabe o dia de amanhã. Meu foco é nesse momento. É uma oportunidade grandiosa em representar a Seleção em mais uma Copa.”

Treinamentos de bola parada

“A Premier League deixa as coisas mais evidentes, porque muitos jogos são definidos na bola parada. O Arsenal foi muito bem nessa temporada com as bolas paradas e foi por mérito deles. Temos nos preparado e treinado, tanto ofensivamente quanto defensivamente. Felizmente contamos com um dos principais jogadores do Arsenal (Gabriel Magalhães), e estamos preparados para isso.”

Gols sofridos nos últimos jogos

“Sou o primeiro a ficar insatisfeito por ter sofrido gols. A equipe tem que odiar sofrer gol. A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de testes e dois dos três gols que sofremos foram completamente evitáveis. Buscamos olhar para os amistosos e corrigir o que podemos para a Copa do Mundo. A gente tem que estar muito ligado nisso, até porque a Copa é uma competição de tiro curto. Queremos ter uma defesa sólida na Copa do Mundo.”

Importância de Carlo Ancelotti

“Ele é resiliente, humilde…é um grande gestor e tem uma ideia clara de futebol. Uma ideia simples, objetiva que facilita o nosso estilo de jogo. Todas essas combinações favorecem a nossa equipe. Sobre favoritismo: isso não garante nada pra ninguém. Sabemos do peso da camisa e da responsabilidade. Eu consigo ver o mister feliz e grato por ser o técnico da Seleção Brasileira e nós jogadores também. O cara venceu tudo no futebol e está aqui com a gente. Todas essas combinações nos favorecem no aspecto motivacional.”

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