Esportes

Corinthians tem parte da premiação da Copa do Brasil bloqueada pela Caixa

Banco reteve cerca de R$ 35 milhões por conta de dívida da Neo Química Arena

Da redação

DA REDAÇÃO

02/01/2026 • 22:30 • Atualizado em 02/01/2026 • 22:36

Corinthians campeão da Copa do Brasil
Corinthians campeão da Copa do Brasil - Foto: Pilar Olivares/Reuters

O Corinthians teve parte da premiação pelo título da Copa do Brasil bloqueada pela Caixa Econômica Federal. O banco reteve aproximadamente R$ 35 milhões , valor que corresponde a cerca da metade do montante líquido pago pela CBF pela conquista da competição.

O presidente do clube, Osmar Stábile, tem mantido conversas com o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, na tentativa de liberar o valor, considerado essencial para o planejamento financeiro do Corinthians em 2026. A informação foi publicada inicialmente peloUOLe confirmada peloEstadão.

Entenda o bloqueio da premiação

O Corinthians argumenta que a Caixa estaria utilizando uma receita de 2025 para abater juros cujo vencimento ocorreria apenas em 2026. Já o banco defende a legalidade da retenção com base nos contratos de cessão fiduciária firmados com o clube.

A dívida do Corinthians com a Caixa supera R$ 600 milhões e está relacionada à construção da Neo Química Arena. Em 2022, ainda na gestão de Duílio Monteiro Alves, o clube renegociou o débito e ofereceu como garantia receitas como bilheteria, aluguel do estádio e outros recebíveis.

Pelo acordo, a Caixa pode reter qualquer valor previsto como garantia em caso de inadimplência, incluindo juros futuros e correções, independentemente do ano de vencimento. Procurada, a Caixa não respondeu aos contatos da reportagem.

Destinação dos valores e impacto esportivo

A CBF pagou R$ 77 milhões ao Corinthians pelo título da Copa do Brasil . Após os descontos de impostos, o clube teria direito a cerca de R$ 69 milhões , mas não recebeu integralmente devido ao bloqueio.

Do valor líquido, aproximadamente R$ 34 milhões haviam sido prometidos como bônus aos jogadores pela conquista . O restante seria utilizado para o pagamento de dívidas e para tentar derrubar o transfer ban imposto pela Fifa.

A punição, aplicada em agosto do ano passado, impede o Corinthians de registrar novos atletas por três janelas de transferências e é decorrente da dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro equatoriano Félix Torres.

O que diz Duílio Monteiro Alves

Presidente do Corinthians à época da renegociação com a Caixa, Duílio Monteiro Alves afirmou, em nota, que a retenção ocorreu porque há parcelas em aberto do acordo firmado.

Segundo ele, o montante da dívida da Neo Química Arena foi reduzido de cerca de R$ 3 bilhões para R$ 700 milhões durante sua gestão , com o pagamento de R$ 80 milhões apenas no último ano de mandato. Duílio também destacou que a quitação das parcelas deveria seguir como prioridade nas administrações seguintes.

Com Agência Estado

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: