
O Botafogo divulgou nota oficial, nesta segunda-feira (13), dizendo que conversa com potenciais novos investidores para a SAF. O clube informou que pode recusar novos aportes financeiros do atual gestor, o empresário norte-americano John Textor, após considerar frustrado o nível de compromisso na parceria.
No comunicado, o clube afirma que, ao aprovar a criação da SAF, partiu do pressuposto de que os parceiros atuariam com "nível de compromisso, diligência e alinhamento" compatível com a relevância e a história alvinegra. "É legítimo afirmar que o cenário hoje observado está aquém dessas expectativas", registra a nota.
O movimento ocorre em meio a um cenário de pressão financeira e esportiva. Nos últimos meses, o Botafogo enfrentou um transfer ban e recorreu a empréstimos para conseguir inscrever novos jogadores, o que ampliou o desconforto interno com a condução da sociedade anônima do futebol.
Clube vê descumprimento de acordo
Segundo o texto, na visão do Botafogo a SAF não vem cumprindo obrigações previstas no Acordo de Acionistas, o que causa "grande apreensão" diante do aumento do endividamento e do não pagamento de compromissos assumidos.
O clube ressalta que encaminhou, ao longo dos últimos meses, diversas notificações formais à SAF, tanto para solicitar informações quanto para tratar de pontos relacionados ao cumprimento do acordo. Também foram realizadas "inúmeras conversas" com John Textor, outros sócios da operação e partes relacionadas.
De acordo com o comunicado, todas essas reuniões tiveram como objetivo "preservar a entidade Botafogo" e construir, de forma consistente, um projeto de longo prazo para o futebol alvinegro.
Litígio na Eagle Holding preocupa direção
O Botafogo relata ainda que acompanha "de forma atenta, diligente e permanente" o litígio envolvendo sócios da Eagle Holding, empresa por meio da qual Textor investe no clube, processo que se estende por diferentes países e jurisdições.
O Conselho Diretor afirma que optou por manter silêncio público durante esse período para preservar a instituição, a estabilidade da SAF e a imagem do clube perante torcedores, parceiros e o mercado. O comunicado enfatiza, porém, que esse silêncio "jamais significou inércia".
Busca por novos parceiros estratégicos
Diante do quadro, a diretoria informa que estruturou, com apoio de assessores financeiros e jurídicos, uma atuação voltada à avaliação de alternativas e possíveis caminhos para a SAF Botafogo.
O clube diz manter diálogo com diferentes agentes do mercado, incluindo "potenciais investidores e parceiros estratégicos" interessados em contribuir para o futuro alvinegro. Essas conversas, sustenta a nota, buscam garantir maior segurança institucional e um modelo de gestão que atenda às expectativas da torcida e do próprio Botafogo como acionista.
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