O momento mais marcante da carreira de Oscar Schmid t, que morreu nesta sexta-feira (17), aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Ele conquistou a medalha de ouro para o Brasil, mesmo enfrentando a dominante seleção dos Estados Unidos. Oscar deu uma show naquela partida, com 46 pontos.
O Pan de 1987 aconteceu nos Estados Unidos, em Indianápolis. A equipe americana nunca tinha perdido em casa. Também nunca tinha sido derrotada em finais. E estava invicta há 34 partidas.
O time dos EUA era formado por amadores na época, mas mesmo assim era muito superior ao resto do mundo. E alguns nomes presentes brilharam na NBA depois, como David Robinson, Danny Manning e Rex Chapman.
Porém, o Brasil tinha Oscar. Junto com Marcel, ele explorou as bolas de 3 pontos e equilibrou o jogo. Mesmo assim o 1º tempo acabou 68 a 54 para os EUA.
No 2º tempo veio a virada: o Brasil acertou 7 cestas de 3 pontos, enquanto os EUA só fizeram uma. Oscar também variou o jogo no garrafão e sofreu faltas, acertando os lances livres.
Foram 66 pontos para o Brasil contra 47 dos EUA no 2º tempo. E assim o placar final acabou 120 a 115. Foi a primeira vez que a seleção dos Estados Unidos sofreu mais de 100 pontos em casa.
Álvaro José, narrador da Band, disse ao Brasil Urgente que aquela vitória do Brasil começou a mudar o basquete mundial.
“Quando o placar ficou colado, os americanos ficaram meio nervosos e acabaram perdendo. Aquela festou do Brasil gerou uma mudança total no esporte mundial. Porque ali os americanos sentiram que teriam que mandar força máximo nos Jogos Olímpicos. E o fizeram 5 anos depois, em 1992, com o Dream Team, a maior expressão do esporte coletivo em qualquer modalidade. Esse para mim foi o grande legado do Oscar e do Marcel”, explicou ele.
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