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O troféu esquecido de Ayrton Senna que reapareceu no Corinthians

Guardado por três décadas e dividido em partes, o troféu em homenagem ao ídolo alvinegro foi redescoberto em meio ao acervo do clube

Da redação

DA REDAÇÃO

18/07/2025 • 20:32 • Atualizado em 18/07/2025 • 20:32

Desde a morte de Ayrton Senna, o Corinthians vem realizando uma série de homenagens a um de seus mais ilustres torcedores. Em 2018, chegou até a lançar um uniforme em preto e dourado com o nome do tricampeão mundial de Fórmula 1 estampado. Agora, a preservação de sua memória está definitivamente dentro do memorial do clube.

Este troféu, que leva o seu nome e foi conquistado pelo Timão em 1994, tornou-se uma grande atração para os visitantes. Segundo Maurício Tobias, administrador cultural do Corinthians, a paixão de Senna pelo clube paulista foi como esse troféu surgiu.

“O Ayrton Senna, como um humanista, tinha respeito por todos os clubes do Brasil, mas em especial ele torcia para o Timão, ele torcia para o Corinthians e foi justamente e curiosamente o corinthianismo, a paixão dele pelo alvinegro, que rendeu esse troféu ao Corinthians”, comentou.

A taça esteve em disputa neste Clássico entre Corinthians e São Paulo pelo Campeonato Paulista de 1994, uma homenagem da Federação Paulista em meio à comoção pela perda, uma semana após a morte de Senna.

O Timão saiu na frente com o Marcelinho. Palinha empatou para o Tricolor. O regulamento previa que em caso de igualdade, o troféu iria para o Parque São Jorge por conta da ligação de Senna com o alvinegro. E assim foi feito. Foi entregue nas mãos do goleirão Ronaldo Giovanelli no fim do jogo e hoje ele está pela primeira vez exposto no Memorial Corinthians. Este troféu faz parte do acervo de mais de 100 mil itens catalogados pelo Departamento Cultural do Clube e está em uma posição muito especial dentro do Memorial, exatamente ao lado desta parede, onde estão as fotos de todos os presidentes do Corinthians. E há uma outra história bem curiosa por trás desta taça.

A museóloga do Corinthians, Isadora Costa Oliveira, também comentou sobre como o troféu foi encontrado dentro do acervo do Timão e detalhou o processo de restauração do objeto.

“Quando a gente encontra esse troféu, a placa dele está com sujidade, que são pós, poeira, então está coberto. A gente faz esse trabalho de limpeza com um pano, primeiro, sem nenhum tipo de produto, para tirar e ler o que é esse troféu. Então a gente encontrou, teve essa descoberta de que era um troféu e a gente começa a higienização e a montagem", explicou.

Maurício e Isadora só tiveram a certeza de que se tratava de um troféu de futebol de campo por causa das travas da chuteira.

“Como a gente vê esses objetos, principalmente troféus de bronze, são troféus variados da década de 70. Porque, enfim, a formulação, os troféus mudaram, ficaram mais modernos. Então a gente encontra esse troféu e vê que é de bronze” afirmou a museóloga.

Em 1994, ganhou até página na revista do Corinthians. Passou três décadas esquecido até ser encontrado, dividido em três partes. A bola, por exemplo, não integrava a base de mármore. A bola que sempre uniu Ayrton Senna e o Corinthians.

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