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Mick Schumacher quer repetir na Indy a fórmula que levou pai ao topo na F1

Alemão chega à Rahal Letterman Lanigan pronto para construir a equipe ao seu redor, a exemplo do que Michael Schumacher fez na Ferrari

Da redação

DA REDAÇÃO

28/01/2026 • 22:38 • Atualizado em 28/01/2026 • 22:38

Mick Schumacher: "Sei o que quero com a equipe e como podemos alcançar"
Mick Schumacher: "Sei o que quero com a equipe e como podemos alcançar" - Foto: Joe Skibinski/Penske Entertainment

Em 1996, Michael Schumacher estreou pela Ferrari na Fórmula 1 com a missão de recolocar a equipe italiana no topo da categoria. Até então, o time vivia um longo jejum de títulos: não vencia o Mundial de pilotos desde 1979, com Jody Scheckter, e o de construtores desde 1983.

Os resultados demoraram a vir, e a Ferrari pensou até em abrir mão do alemão – no fim da década de 1990, o nome do finlandês Mika Hakkinen, então na McLaren, foi debatido na escuderia de Maranello. Mas Schumacher aos poucos deu a volta por cima. Em 1999, o time reconquistou o Mundial de construtores; depois, de 2000 a 2004, piloto e equipe conquistaram em sequência seus respectivos campeonatos.

O sucesso não teria sido possível se Michael Schumacher não tivesse contado com alguns nomes importantes nos bastidores. Em 1997, convenceu a Ferrari a contratar o diretor técnico Ross Brawn e o projetista Rory Byrne, com os quais havia sido bicampeão na Benetton em 1994 e 1995. Aos poucos, a reformulação ajudou a equipe mais tradicional da Fórmula 1 a recuperar terreno no grid, então dominado por McLaren e Williams. A partir de 2000, a Ferrari não teve rivais.

Em 2026, exatos 30 anos após a chegada de Michael Schumacher à Ferrari, o filho do piloto tenta repetir esta estratégia vitoriosa – mas na Fórmula Indy.

Mick Schumacher estreia na categoria norte-americana em 2026 como titular da Rahal Letterman Lanigan . O alemão não tem pressa para tentar brigar pelo título, mas espera se adaptar rapidamente e construir a estrutura nos bastidores para buscar os resultados que deseja.

“Eu tenho entendido melhor o que realmente me ajuda. Estou animado para construir esta equipe ao meu redor. Sei o que quero com a equipe e como podemos alcançar”, disse Mick em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28).

“Eu amo informação, então procuro meus engenheiros para conversarmos o máximo possível. Falei com a equipe para termos um sistema de rádio de via dupla, assim qualquer um pode falar comigo mesmo se mais alguém estiver falando.”

Um dos nomes fortes nos bastidores da RLL é um velho conhecido do público da Indy: Ryan Briscoe. Aos 44 anos, o australiano chega à equipe em 2026 para ser o treinador dos pilotos do time. Além do ex-piloto da Penske, Mick Schumacher também terá à disposição o engenheiro Mike Pawlowski, com passagens por equipes como Andretti, Chip Ganassi, AJ Foyt e Forsythe.

O cenário, até aqui, deixa Mick à vontade. “Todo mundo tem sido muito receptivo. Estou muito animado para correr. É para isso que estamos aqui, então estou ansioso para começar”, disse o alemão, feliz com as boas-vindas nos Estados Unidos. “Sinto muita paixão quando falo com os caras na equipe, que foi o que me trouxe para cá.”

Mas se chega à Indy com o peso do sobrenome, Mick Schumacher dividirá os boxes da Rahal Letterman Lanigan com outra linhagem famosa no automobilismo. Entre seus companheiros de equipe estará o norte-americano Graham Rahal, filho de Bobby Rahal – que, além de sócio do time, foi três vezes campeão da Indy (1986, 1987 e 1992) e vencedor de uma edição das 500 Milhas de Indianápolis (1986).

Problemas? Não para o alemão. “Se fosse outro, também seria bom”, assegurou. “Ele é um grande cara. Estou muito animado de trabalhar com ele.”

Até aqui, se o cenário na RLL joga a favor, Mick reconhece que terá nos circuitos ovais um grande desafio para se adaptar. Para o filho de Michael Schumacher, é difícil aprender a pilotar neste tipo de circuito em simuladores, já que o sistema apenas reproduz curvas e inclinações, sem imprevistos como ondulações na pista.

“Os desafios são muito diferentes. Estou tentando entender o que podemos fazer com trajetórias, fluxos de ar e coisas assim. Todas as coisas são novas para mim, mas estou muito interessado em aprender”, assegurou.

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