
A proximidade da 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis traz à tona uma das tradições mais aguardadas do esporte a motor: a escolha do leite para a celebração da vitória noBrickyard. A Associação de Produtores de Leite de Indiana (American Dairy Association Indiana) divulgou nesta terça-feira (19) a lista oficial com as preferências de todos os 33 pilotos inscritos para a corrida do próximo domingo (24).
O levantamento deste ano confirmou a hegemonia do leite integral entre os atletas. Dos 33 pilotos que alinharão no grid de largada, 25 escolheram a versão integral para tomar os tradicionais goles e dar o famoso banho de comemoração.
Sete competidores optaram pelo leite semidesnatado, enquanto Romain Grosjean foi o único integrante do grid a solicitar o leite desnatado. Hélio Castroneves, em busca do inédito pentacampeonato , o veterano paulista manteve o costume de anos anteriores e encomendou o leite semidesnatado (2%) . Caio Collet, por outro lado, preferiu não arriscar em seu primeiro ano de oval e seguiu a maioria, registrando o pedido pelo leite integral .
Lista da escolha do leite dos 33 pilotos para 2026
Por que o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis bebe leite no pódio?
Para entender por que o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis bebe leite no pódio, precisamos viajar no tempo até 1936, em um dia escaldante de maio.
Louis Meyer, um gigante das pistas, acabava de conquistar sua terceira vitória na prova, um feito monumental para a época. Ao sair do carro, Meyer não queria fama, dinheiro ou aplausos; ele queria apenas matar uma sede avassaladora. Seguindo um conselho de sua mãe para dias quentes, ele pediu a única coisa que sabia que o revigoraria: leitelho (buttermilk).
A cena foi espontânea e crua. Meyer virou a garrafa, ignorando as etiquetas, celebrando a sobrevivência e a vitória. Um fotógrafo capturou aquele momento exato, onde a humanidade do piloto se sobrepôs à máquina.
A imagem correu o mundo e chamou a atenção dos executivos da indústria de laticínios, que viram ali uma oportunidade de ouro. O que começou como o desejo simples de um homem exausto se transformou, ao longo das décadas, em uma regra não escrita — e depois oficializada — do esporte a motor mais rápido do mundo.
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