Esportes

As maiores frustrações do Brasil nas 500 Milhas de Indianápolis

Consagração de estreantes até derrotas dolorosas decididas por milésimos de segundo; relembre algumas histórias do País no Brickyard

GABRIEL ALBERTO

22/05/2026 • 17:50 • Atualizado em 22/05/2026 • 17:50

As maiores frustrações do Brasil nas 500 Milhas de Indianápolis
As maiores frustrações do Brasil nas 500 Milhas de Indianápolis - Foto: Indy

As 500 Milhas de Indianápolis acumulam capítulos de glória para o automobilismo brasileiro. Helio Castroneves venceu quatro vezes, Emerson Fittipaldi venceu duas, e Gil de Ferran e Tony Kanaan venceram uma vez cada.

Porém, como diria Mark Knopfler em “On Every Street”, do Dire Straits: “Every victory has a taste of bittersweet ”, a trajetória do Brasil também teve os seus momentos dolorosos no Brickyard.

1993: O quase de Raul Boesel

Alinhado na terceira posição do grid com o carro da modesta equipe Dick Simon Racing, o piloto brasileiro assumiu a liderança logo na largada e comandou as primeiras 17 voltas com um ritmo muito superior.

No entanto, sua marcha rumo à vitória sofreu o primeiro golpe após o pit stop inicial, quando os comissários aplicaram uma punição destop & gopor uma ultrapassagem sobre Mario Andretti na saída dos boxes em bandeira amarela. A penalidade jogou Boesel para a 26ª colocação, uma volta atrás dos líderes, o que deu início a uma corrida de recuperação.

O competidor paranaense escalou o pelotão, recuperou a volta perdida na metade da prova e retornou à liderança na volta 168. Contudo, uma nova bandeira amarela acionada exatamente no momento em que ele entrava nos boxes resultou em uma segunda punição rigorosa por reabastecer com opit lanefechado. Após cumprir a nova penalidade, Boesel ainda caiu para o 12º lugar e buscou nova reação até o quarto posto.

Na relargada final, outra polêmica marcou a disputa quando os três primeiros colocados ultrapassaram um retardatário antes do sinal verde sem receberem punição, impedindo que o brasileiro, que seguiu o regulamento de forma estrita, brigasse pelo pódio e confirmasse o triunfo na etapa.

1995: A vez de Christian Fittipaldi?

Após a surpreendente eliminação de seu tio, o bicampeão Emerson Fittipaldi, que não obteve tempo para alinhar no grid com a Penske, coube a Christian Fittipaldi carregar o sobrenome da família na corrida.

Alinhado na 27ª posição com o chassi Reynard da equipe Walker Racing, o estreante realizou uma corrida de recuperação. Christian cruzou a linha de chegada em um destacado segundo lugar, atrás apenas de Jacques Villeneuve , naquela que restou como sua única aparição nas 500 Milhas.

2008: Dessa vez, o quase de Vitor Meira

Vitor Meira executou uma das manobras mais plásticas da edição de 2008. Durante uma relargada, o piloto da Panther Racing superou o favorito Scott Dixon e o retardatário Ed Carpenter em um único movimento para assumir a liderança.

Apesar do esforço e do ritmo forte, o conjunto da equipe Chip Ganassi prevaleceu no terço final da disputa. Dixon recuperou a ponta e Meira cruzou em segundo lugar, resultado que manteve o brasiliense no grupo de pilotos que bateu na trave sem nunca vencer na categoria.

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