
O segundo lugar no Grande Prêmio da Holanda teve um sabor ambíguo para Max Verstappen. Na época, foi o primeiro pódio do holandês da Red Bull após quatro provas terminando fora das três primeiras posições; ao mesmo tempo, viu Oscar Piastri vencer a prova em Zandvoort e abrir uma vantagem de 104 pontos (309 a 205) na liderança do campeonato.
Passadas três corridas, no entanto, o tetracampeão mostrou estar bem vivo na disputa pelo quinto título mundial consecutivo na Fórmula 1. Com duas vitórias (Itália e Azerbaijão) e um segundo lugar (Singapura), Verstappen diminuiu para 63 pontos (336 a 273) a vantagem de Piastri.
Na média, Verstappen tirou 13,6 pontos da vantagem de Piastri a cada prova no período – um número que, se mantido até o final da temporada, é capaz de dar ao holandês da Red Bull o título do Mundial de pilotos de 2025. Um cenário semelhante ao que custou a Lewis Hamilton e Fernando Alonso o título de 2007 pela própria McLaren.
É possível? Verstappen adotou um discurso modesto após o segundo lugar no GP de Singapura. Para ele, as características de determinados circuitos podem jogar contra o carro da Red Bull, como foi o caso de Marina Bay.
“Estivemos mais competitivos, mas acho que ainda não é o nosso layout favorito, digamos”, analisou. “Talvez nas outras pistas seja melhor. Vamos ter que ver corrida a corrida.”
Enquanto Max Verstappen cresce, a McLaren bate cabeça. A equipe deixou o Grande Prêmio de Singapura com o título do Mundial de construtores , mas não vence há três corridas, e começa a ver a rivalidade entre Oscar Piastri e Lando Norris atrapalhar os planos.
No GP de Singapura, Piastri começou em terceiro e Norris começou em quinto, mas o britânico fez uma largada competitiva e ganhou duas posições, superando o companheiro de equipe. Espremido contra o muro, o australiano fez questão de manifestar o descontentamento no rádio.
“Se ele tem que evitar outro carro batendo no companheiro de equipe, então é uma bela m... de trabalho para evitar”, comentou Piastri durante a corrida. Mais tarde, ele terminaria em quarto.
Em entrevista coletiva após a prova, Norris evitou criticar o companheiro de equipe, mas defendeu a manobra. O britânico terminou a prova em terceiro lugar.
“Eu ainda preciso ver. Precisou olhar, acho que é algo que eu poderia ter feito melhor”, disse. “Mas qualquer um no grid teria feito exatamente a mesma coisa que eu fiz. Acho que, se você me culpa por ir por dentro e colocar o carro no maior espaço, você não deveria estar na Fórmula 1”, argumentou.
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