
Com 14 corridas já disputadas, a temporada da Fórmula 1 chegou ao intervalo com histórias bem diferentes no grid. Entre estreantes que surpreenderam, veteranos que ainda não mostraram serviço e equipes que redefiniram seus rumos, o campeonato expõe contrastes.
Enquanto a McLaren transformou o campeonato em um domínio quase absoluto, nomes como Bearman, Sainz e até mesmo Hamilton enfrentaram dificuldades para corresponder às expectativas. O equilíbrio do pelotão intermediário também deu espaço para surpresas, como a evolução da Sauber e a ascensão de jovens talentos como Hadjar.
Vencedor: Sauber
Depois do desastre em 2024, quando marcaram apenas quatro pontos, a Sauber deu um salto enorme. Logo na Austrália, Hülkenberg garantiu um P7, superando sozinho toda a pontuação do ano anterior. Desde então, a consistência do alemão e o crescimento de Gabriel Bortoleto , que brilhou com um P6 na Hungria, mantiveram a equipe competitiva.
Perdedor: Ollie Bearman
Ollie Bearman tem mostrado velocidade e consistência para um estreante, mas os resultados não traduzem seu real desempenho. O britânico começou forte, pontuando em três das quatro primeiras corridas – incluindo uma impressionante recuperação para P8 na China. Desde então, porém, a sorte virou as costas: quatro P11 consecutivos entre Canadá e Bélgica (com alguns pontos no Sprint belga) mostram que ele está sempre próximo da zona de pontos, mas falta aquele algo a mais no momento decisivo.
Vencedor: McLaren
A McLaren é, sem sombra de dúvidas, a grande vencedora da primeira metade da temporada. A equipe papaya conquistou 11 vitórias em 14 corridas e só ficou fora do pódio uma única vez (no Canadá). O saldo é impressionante: 24 pódios de um máximo possível de 28, liderando o campeonato de construtores com 559 pontos – quase 300 à frente da Ferrari.
No campeonato de pilotos, a disputa virou assunto interno, com Norris e Piastri duelando pelo título. Em resumo, a McLaren vive um momento quase perfeito e dificilmente alguém questionaria que eles merecem cada triunfo.
Perdedor: Lewis Hamilton
Depois de quase levar o Título de Construtores em 2024, a Ferrari iniciou 2025 com ambições elevadas. Porém, a realidade foi menos glamorosa: ainda sem vitórias em Grandes Prêmios, a equipe amarga a enorme distância para a McLaren. Lewis Hamilton deu um brilho com uma vitória no Sprint da China, e Leclerc conquistou a pole na Hungria, mas a meta era competir pelo título – e isso ficou longe. Atualizações recentes sugerem melhora, mas a pressão para reagir na segunda metade do ano é grande.
Vencedor: Isack Hadjar
Considerado por muitos como “o estreante com menor expectativa”, Isack Hadjar virou o jogo e é hoje um dos destaques da temporada. Mesmo com um início complicado, com uma batida na corrida de estreia na Austrália.
O ponto de virada foi Suzuka, onde brilhou como o “melhor do resto”, marcando seus primeiros pontos em grande estilo. Desde então, vem ganhando destaque dentro do paddock e até mesmo da própria família Red Bull, podendo até ser o companheiro de Max Verstappen em 2026.
Perdedor: Carlos Sainz
A Williams surpreendeu, consolidando-se como a melhor equipe do pelotão intermediário, mas Carlos Sainz não acompanhou o ritmo. Enquanto Albon brilhou com um P5 em Melbourne e resultados sólidos ao longo do ano, o espanhol luta para encontrar constância. O time e o espanhol seguem otimistas para a segunda parte da temporada, mas até agora, ele não entregou o que se esperava.
Vencedor: Pierre Gasly
Se a Alpine ainda respira, é graças a Pierre Gasly . Dos 20 pontos da equipe, todos vieram dele, fruto de atuações consistentes e, muitas vezes, heroicas. Mesmo enfrentando problemas, o piloto francês extraiu tudo do carro, como uma sexta colocação no GP da Inglaterra.
Perdedor: Franco Colapinto
Após o conto de fadas em 2024, com pódios e um P6 no Mundial de Construtores, a Alpine despencou para a lanterna este ano. Apenas 20 pontos, contra 15 de desvantagem para a Haas, mostram o tamanho do retrocesso. A falta de potência no motor, uma troca de pilotos no meio da temporada, deixou Franco Colapinto em um cenário onde o companheiro de equipe reina dentro da equipe francesa.
Vencedor: Alexander Albon
Mesmo com Sainz sofrendo, a Williams já somou 70 pontos, 17 a mais do que nas três temporadas anteriores somadas. Tudo isso, graças a Alexander Albon.
Como resultado, a equipe está a caminho de terminar em quinto lugar no campeonato de construtores – uma posição que não alcança desde 2017. É preciso voltar mais um ano para encontrar a última vez que um piloto da Williams, Bottas, terminou no top 10 do campeonato.
Perdedor: Yuki Tsunoda
Se McLaren voa, a Red Bull tropeça. A equipe ainda conta com a genialidade de Verstappen , que arrancou vitórias em Japão e Imola, mas o segundo carro tem sido um calcanhar de Aquiles. Primeiro com Liam Lawson e agora com Yuki Tsunoda , os pontos escassos da dupla têm custado caro, deixando a equipe apenas em P4 no campeonato. Com as chances de título praticamente zeradas, resta à Red Bull repensar sua formação para 2026.
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