Fórmula 1

Suspeita sobre motores de 2026 coloca Mercedes e Red Bull no radar da FIA

Federação Internacional de Automobilismo analisa possível brecha no regulamento envolvendo a taxa de compressão dos novos propulsores híbridos

GABRIEL ALBERTO

22/12/2025 • 18:29 • Atualizado em 22/12/2025 • 18:29

Suspeita sobre motores de 2026 coloca Mercedes e Red Bull no radar da FIA
Suspeita sobre motores de 2026 coloca Mercedes e Red Bull no radar da FIA - Foto: Reuters

O ano de 2026 ainda nem chegou, a próxima temporada da Fórmula 1  já começou a gerar debates nos bastidores do paddock. Tudo isso graças a um “ponto cinzento” no regulamento já está sendo explorado pela Mercedes e Red Bull.

Segundo uma publicação da revista alemãMotorsport Magazin, Audi, Ferrari e Honda solicitaram esclarecimentos à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) após surgirem suspeitas a equipe alemã e austríaca teriam encontrado uma forma de contornar o limite de taxa de compressão das novas unidades de potência.

Pelas regras de 2026, a taxa de compressão dos motores V6 turbo híbridos foi reduzida de 18,0:1 para 16,0:1. O regulamento determina que essa medição seja feita em condições estáticas, à temperatura ambiente.

A preocupação levantada por rivais é que determinados materiais poderiam se expandir quando o motor atinge temperaturas operacionais, elevando a compressão em situação real de uso, ainda que o propulsor esteja em conformidade durante as verificações técnicas padrão.

A utilização de materiais com dilatação térmica controlada poderia, em tese, proporcionar uma vantagem de desempenho. A FIA confirmou que o tema está sendo debatido nos fóruns técnicos com os fabricantes de motores.

Por ora, a FIA reforça que o regulamento atual define claramente o limite máximo da taxa de compressão e o método de aferição, realizado em condições estáticas e à temperatura ambiente. Porém, a federação pode liberar essa “engenhosidade” da Mercedes e Red Bull para 2026, contando que ela seja resolvida para 2027.

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