
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou nesta terça-feira (28) a conclusão da revisão dos documentos referente ao teto de gastos da temporada 2024 da Fórmula 1. Segundo a entidade, todas as dez equipes do campeonato em questão participaram do processo, assim como todas as cinco fornecedoras de motores inscritas para a temporada 2026.
Entre as equipes, apenas uma violação processual foi identificada na Aston Martin. No entanto, de acordo com a própria FIA, “a violação processual foi de natureza muito pequena, originada por circunstâncias imprevisíveis fora do controle da equipe”. Assim, a equipe e a FIA chegaram a um acordo em 29 de setembro de 2025 para a solução da questão.
Entre as cinco fornecedoras de motores (Mercedes, Ferrari, Red Bull/Ford, Honda e Audi), todas foram consideradas “em conformidade”.
Segundo a federação, a revisão dos documentos “foi um processo muito completo e intensivo, que durou sete meses”.
“A FIA confirma que o processo de revisão é particularmente demorado, considerando tanto a complexidade do Regulamento Financeiro quanto a necessidade de avaliar os aspectos técnicos (e o tratamento de custos relacionado) das atividades de desenvolvimento realizadas pelas equipes de Fórmula 1 e pelas fabricantes de unidades de potência”, diz o comunicado da entidade.
O teto de gastos da Fórmula 1 entrou em vigor a partir da temporada 2021, após aprovação unânime por parte das equipes, para limitar os gastos ao longo do campeonato e garantir a viabilidade financeira da competição a longo prazo. A partir de 2023, o regulamento incluiu fabricantes de motores para regular custos de desenvolvimento das unidades de potência que entrarão em vigor a partir de 2026, quando a F1 adotará um novo regulamento técnico.
O painel da FIA responsável pelo teto de gastos é composto por 12 integrantes eleitos na Assembleia Geral da entidade, dentre candidaturas propostas pelas associações esportivas da própria organização. Tanto para equipes quanto para fabricantes, violações podem resultar em penas que vão de multas e penalidades esportivas menores (no caso de infrações de até 5% do limite de custos) a perda de pontos no Mundial de construtores (violações de mais de 5% dos valores máximos permitidos).
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