
Dez anos após a morte de Jules Bianchi, a Fórmula 1 relembra uma das performances mais marcantes de um azarão na era moderna. No Grande Prêmio de Mônaco de 2014, o jovem francês protagonizou uma corrida inesquecível que rendeu os primeiros pontos da história da modéstia equipe Marussia.
Nascido em Nice, cidade próxima ao principado, Bianchi chegou ao fim de semana com a responsabilidade de liderar uma equipe que nunca havia pontuado na F1. A troca do motor Cosworth por uma unidade Ferrari melhorou o desempenho da Marussia naquela temporada, mas não o suficiente para tirá-la do fim do grid.
Após boas exibições nos treinos e na classificação, o francês recebeu uma punição que o fez largar da última posição. Mesmo assim, ele brilhou no domingo: superou rivais diretos, evitou incidentes e escalou o pelotão com ultrapassagens certeiras e um ritmo sólido. Na volta 5, já era o 15º colocado e, volta a volta, se aproximou da zona de pontuação.
Na volta 60, Bianchi entrou no top-10. A colisão entre Raikkonen e Magnussen o colocou momentaneamente em oitavo, mas uma penalização de tempo o fez cruzar a linha de chegada em nono. Ainda assim, nada tirou os dois pontos históricos que ele conquistou para a Marussia.
Aquele nono lugar em Mônaco foi o único da história da Marussia na zona de pontuação e o grande momento da breve carreira de Bianchi. Um feito que segue como prova do talento do francês e que marcou para sempre a memória da Fórmula 1.
Relembre a morte de Jules Bianchi
Jules Bianchi perdeu a vida no auge de sua carreira, devido a sequelas de um acidente no GP do Japão de 2014, no dia 5 de outubro. A corrida em Suzuka foi marcada por forte chuva. Na volta 42, o piloto da Sauber, Adrian Sutil, escapou da pista e bateu no muro, provocando a entrada de um trator para remoção do carro.
Durante o regime de bandeira amarela, Bianchi não conseguiu reduzir a velocidade, aquaplanou, perdeu o controle de sua Marrusia e colidiu com o trator que retirava o carro de Sutil. O impacto causou uma lesão axonal difusa, grave dano cerebral provocado por desacelerações bruscas.
Bianchi foi internado em coma induzido e, após meses sem recuperação, moreu no dia 17 de julho de 2015, tornando-se a primeira vítima fatal da Fórmula 1 desde Ayrton Senna, em 1994.
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