Fórmula 1

Primeira câmera onboard ao vivo da Fórmula 1 completa 50 anos

A bordo do Renault RE60/B com uma câmera instalada na parte de trás, imagens da "visão do piloto" foram transmitidas ao vivo na televisão

GABRIEL ALBERTO

04/08/2025 • 21:22 • Atualizado em 04/08/2025 • 21:22

Primeiro onboard da Fórmula 1 foi gravado durante o GP da Alemanha de 1986
Primeiro onboard da Fórmula 1 foi gravado durante o GP da Alemanha de 1986 - Foto: Renault

Para a Fórmula 1 chegar ao patamar de maior categoria de automobilismo do mundo, diversas mudanças tecnológicas aconteceram nos carros e principalmente na televisão. Uma delas, implementada pela primeira vez no dia 4 de agosto de 1985, durante o GP da Alemanha, no Circuito de Nürburgring: a câmera onbord.

O primeiro onboard ao vivo da Fórmula 1

Além de ser palco da última vitória de Michelle Alboreto na Fórmula 1, o "Inferno Verde" (em alemão: "Grüne Hölle"), também recebeu três carros da Renault para o Grande Prêmio, que não pontuaria na corrida. Ao lado de Patrick Tambay e Derek Warwick, François Hesnault, tinha a missão de realizar o primeiro onboard ao vivo da categoria.

Com uma câmera instalada na parte traseira do seu Renault RE60/B, o francês largava na 23ª posição na prova. Porém, a novidade tecnológica não durou mais do que oito voltas na Fórmula 1.

O desempenho de François Hesnault no Grande Prêmio da Alemanha de 1985 não foi dos mais memoráveis. O piloto da Renault abandonou a corrida na oitava volta quando ocupava apenas a 20ª posição, devido a um problema na embreagem de seu carro.

Outras tecnologias dos anos 80 na Fórmula 1

Ainda em 1985, a McLaren deu um passo decisivo na aplicação da tecnologia eletrônica na Fórmula 1 ao equipar o modelo MP4/2B com um sistema avançado de gerenciamento de motor desenvolvido pela Bosch.

Integrando injeção de combustível e ignição em uma única unidade, a novidade permitiu controle mais preciso sobre a potência, dirigibilidade e, principalmente, o consumo de combustível — um fator crucial naquela temporada, quando o regulamento limitava os carros a 220 litros por corrida, sem reabastecimento.

Para lidar com esse desafio, a McLaren também introduziu um visor eletrônico no cockpit que informava em tempo real o nível de combustível restante. Esse recurso foi determinante no Grande Prêmio de San Marino, onde Alain Prost cruzou a linha de chegada em primeiro lugar após Ayrton Senna e Stefan Johansson ficarem pelo caminho por falta de combustível — embora o francês tenha sido posteriormente desclassificado por estar com o carro abaixo do peso mínimo.

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