
A Fórmula 1 é o auge da tecnologia no automobilismo, mas nem sempre a solução para os problemas é de última geração. Um detalhe curioso tem chamado atenção nos últimos meses: Lewis Hamilton e Lando Norris passaram a usar fita adesiva como referência para se posicionar corretamente no grid de largada.
A medida pode parecer rudimentar, mas faz diferença em um dos momentos mais decisivos da corrida. Estar alguns centímetros à frente pode garantir vantagem na disputa da primeira curva, enquanto um erro de posicionamento — como o de Norris no GP do Bahrein deste ano — pode custar uma punição.
Regras do grid
Os pilotos precisam alinhar seus carros dentro de caixas, chamada degrid slots, de 2,7 metros de largura, podendo avançar o bico à frente da linha branca, desde que as rodas dianteiras estejam dentro da marcação. Que é a linha amarela, que fica na lateral de cada “vaga”.
Porém, a baixa posição no cockpit e a visibilidade limitada tornam a tarefa complexa. Nem mesmo as linhas amarelas pintadas pela FIA ajudam completamente. Em 2023, a FIA aumentou em 20 cm a largura das caixas de grid.
O método de Hamilton
Hamilton utiliza um marcador colocado diretamente no carro. Após o posicionamento inicial feito pelos mecânicos, seu engenheiro define o ponto máximo permitido e cola uma pequena fita preta na lateral do sidepod. Essa marca serve como guia visual para o britânico alinhar seu carro ao cruzar a linha amarela no momento da largada.
No GP do Azerbaijão, Hamilton chegou a usar uma chave de fenda para indicar o ponto exato em que o adesivo deveria ser colocado.
A estratégia de Norris
Norris prefere uma abordagem externa. Seu engenheiro, Will Joseph, posiciona uma fita prateada na parede mais próxima do grid, ajustada de acordo com um ponto de referência fixo do carro. Dessa forma, o piloto da McLaren sabe onde para na vaga de forma correta
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