
A temporada 2026 da Fórmula 1 promoveu uma mudança no regulamento técnico como há muito não se via - e que, desde o começo, tem enfrentado forte resistência de boa parte dos pilotos. O crítico mais feroz foi Max Verstappen, que chegou a chamar a categoria de "Fórmula E com esteroides".
Porém, o novo capiítulo veio após Nigel Mansell discordar publicamente de Stefano Domenicali, SEO da F1, que havia comparado as práticas atuais de economia de energia com o que era feito nos anos 1980.
“Não, não fazíamos isso. Se recorremos ao lift and coast em algum momento, foi apenas para suavizar a aceleração — especialmente quando estávamos no vácuo de outro carro e optávamos por não ultrapassá-lo. Era uma forma de economizar combustível, algo inteligente”, disse o campeão de 1992 em entrevista à Autosport.
Mansell destacou que a principal diferença está no nível de intervenção tecnológica. Atualmente, segundo ele, o controle da bateria e da entrega de energia altera profundamente o comportamento dos carros.
“Agora, ter um computador assumindo o controle do carro para gerenciar a bateria é algo completamente diferente. Além disso, não perdíamos de 50 a 70 km/h na entrada das curvas mais rápidas, então acho exagerada essa comparação”, completou.
A fala de Domenicali aconteceu em abril, quando o dirigente defendeu o atual modelo da categoria e rebateu críticas sobre ultrapassagens consideradas “artificiais”.
Os Estados Unidos vão receber neste final de semana a primeira das três provas da temporada 2026 da Fórmula 1 no país: é o Grande Prêmio de Miami , quarta etapa do campeonato.
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