Fórmula 1

Mercedes usa asa dianteira "improvisada" durante testes da F1 em Abu Dhabi

Protótipo utilizado em Yas Marina mostra primeiros detalhes da aerodinâmica ativa da categoria em 2026, substituta do DRS

Da redação

DA REDAÇÃO

09/12/2025 • 11:33 • Atualizado em 09/12/2025 • 11:33

Mercedes usa asa dianteira "improvisada" durante testes da F1 em Abu Dhabi
Mercedes usa asa dianteira "improvisada" durante testes da F1 em Abu Dhabi - Foto: X/@ChrisMedlandF1

Após Lando Norris conquistar o título da temporada de 2025 da Fórmula 1 em Abu Dhabi , tá na hora das férias, né? Muiiitto pelo contrário, nessa semana, em Yas Marina, todas as equipes testam novas peças, colocam novatos para pilotarem e até mesmo treinam com novos compostos de pneus para o próximo ano.

Ainda mais quando o regulamento de 2026 da categoria prevê mudanças drásticas nos carros. Além da gasolina 100% sintética, dos motores híbridos (50% combustão e 50% elétrica), a principal e mais notável mudança é o fim do sistema DRS, para a adoção de um novo sistema de aerodinâmica ativa.

A Mercedes chamou a atenção ao colocar na pista um protótipo de asa dianteira ativa. A peça, ainda longe de sua forma final, revela como funcionará o novo sistema. A partir de 2026, tanto a asa traseira quanto a dianteira se abrirão nas retas para reduzir o arrasto.

No carro-mula utilizado pela equipe alemã, a asa dianteira recebeu um mecanismo de atuação e “rústico”: tubos largos conectam os elementos superiores ao bico do carro, permitindo que a asa altere seu ângulo nas retas.

Fim do DRS e do MGU-H

O regulamento de 2026 da Fórmula 1 manterá os motores V6 turbo de 1,6 litro utilizados desde 2014, mas com novas configurações. Isso porque a potência da parte da combustão interna vai cair.

O MGU-H (unidade geradora de potência por calor) será abandonada, enquanto o MGU-K (unidade geradora de potência por energia cinética) terá que compensar, aumentando a potência oferecida de120 kW para 350 kW.

Com esse cálculo, os motores deverão recuperar o dobro de energia elétrica, abrindo mão da força oferecida por motores a combustão. Somando-se a isso o novo combustível, a ideia da F1 é emitir menos carbono no ar.

O DRS (sigla em inglês para “sistema de redução de arrasto”) foi introduzido na Fórmula 1 em 2011 para facilitar as disputas por posições. A ideia era simples: permitir a movimentação da asa traseira do carro, “abrindo” ou “fechando” para permitir o ganho de velocidade em reta.

Embora eficiente, o sistema nunca foi uma unanimidade na F1. Pilotos, equipes, jornalistas e fãs reclamavam dos resultados artificiais, que dificultavam a defesa dos carros mesmo diante de rivais menos rápidos.

A partir de 2026, o DRS deixa a Fórmula 1, mas não sem uma alternativa. A categoria vai adotar a aerodinâmica ativa, com asas dianteiras e traseiras que se adequarão automaticamente para otimizar o desempenho, com mais downforce nas curvas e menos downforce nas retas.

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