
Após Lando Norris conquistar o título da temporada de 2025 da Fórmula 1 em Abu Dhabi , tá na hora das férias, né? Muiiitto pelo contrário, nessa semana, em Yas Marina, todas as equipes testam novas peças, colocam novatos para pilotarem e até mesmo treinam com novos compostos de pneus para o próximo ano.
Ainda mais quando o regulamento de 2026 da categoria prevê mudanças drásticas nos carros. Além da gasolina 100% sintética, dos motores híbridos (50% combustão e 50% elétrica), a principal e mais notável mudança é o fim do sistema DRS, para a adoção de um novo sistema de aerodinâmica ativa.
A Mercedes chamou a atenção ao colocar na pista um protótipo de asa dianteira ativa. A peça, ainda longe de sua forma final, revela como funcionará o novo sistema. A partir de 2026, tanto a asa traseira quanto a dianteira se abrirão nas retas para reduzir o arrasto.
No carro-mula utilizado pela equipe alemã, a asa dianteira recebeu um mecanismo de atuação e “rústico”: tubos largos conectam os elementos superiores ao bico do carro, permitindo que a asa altere seu ângulo nas retas.
Fim do DRS e do MGU-H
O regulamento de 2026 da Fórmula 1 manterá os motores V6 turbo de 1,6 litro utilizados desde 2014, mas com novas configurações. Isso porque a potência da parte da combustão interna vai cair.
O MGU-H (unidade geradora de potência por calor) será abandonada, enquanto o MGU-K (unidade geradora de potência por energia cinética) terá que compensar, aumentando a potência oferecida de120 kW para 350 kW.
Com esse cálculo, os motores deverão recuperar o dobro de energia elétrica, abrindo mão da força oferecida por motores a combustão. Somando-se a isso o novo combustível, a ideia da F1 é emitir menos carbono no ar.
O DRS (sigla em inglês para “sistema de redução de arrasto”) foi introduzido na Fórmula 1 em 2011 para facilitar as disputas por posições. A ideia era simples: permitir a movimentação da asa traseira do carro, “abrindo” ou “fechando” para permitir o ganho de velocidade em reta.
Embora eficiente, o sistema nunca foi uma unanimidade na F1. Pilotos, equipes, jornalistas e fãs reclamavam dos resultados artificiais, que dificultavam a defesa dos carros mesmo diante de rivais menos rápidos.
A partir de 2026, o DRS deixa a Fórmula 1, mas não sem uma alternativa. A categoria vai adotar a aerodinâmica ativa, com asas dianteiras e traseiras que se adequarão automaticamente para otimizar o desempenho, com mais downforce nas curvas e menos downforce nas retas.
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