Lewis Hamilton estrela uma das capas de maio da revista Vogue. A edição foi apresentada nesta terça-feira (15), em alusão à edição 2025 do Met Gala , o baile beneficente que anualmente arrecada fundos para o Museu Metropolitano de Arte de Nova York.
A publicação é parceira do museu na organização do evento desde a primeira edição, realizada em 1948. A edição de 2025 acontecerá no dia 5 de maio.
O heptacampeão de Fórmula 1 será um dos anfitriões do evento, ao lado do ator Colman Domingo e dos rappers A$AP Rocky e Pharrell Williams . Os quatro se enquadram no tema do Dandismo Negro, escolhido pela organização para o baile para exaltar a elegância da alfaiataria do homem negro.
“Espero que o Met Gala deste ano gere debates e reconfirme a conexão entre moda e autoexpressão, e o quão profunda ela está na cultura negra. Espero que nos permita mostrar que somos donos da nossa identidade, de como nos vemos, de como vemos uns aos outros, e de como usamos a moda para combater noções preconcebidas com humanidade e dignidade. Se você pensar em onde estamos no mundo - e particularmente nos Estados Unidos, em termos de pessoas rechaçando a diversidade -, acho que este Met Gala envia uma mensagem muito forte de que devemos continuar a celebrar e a elevar a história negra”, celebrou o piloto da Ferrari , em declarações à revista. “O momento será enorme. Um testemunho do nosso legado. Uma mensagem de que ele não pode ser apagado.”
Os quatro anfitriões escolhidos apresentarão o evento ao lado da editora-executiva da publicação, Anna Wintour . Ao anunciar os apresentadores, a revista destacou Hamilton com uma personalidade de destaque na moda.
“Ao longo dos anos, ele navegou em eventos como o Met Gala e o British Fashion Awards com desenvoltura, escolhendo looks criativos que fogem do convencional. É natural, portanto, que Lewis tenha sido escolhido como um dos apresentadores do Met Gala de 2025”, descreveu.
“Hamilton se tornou um verdadeiro ícone da moda, aprimorando seu estilo com designs vanguardistas e marcantes. Trabalhando com o estilista Eric Mcneal, Hamilton adaptou ternos tradicionais e deu a eles um toque moderno”, completou.
Ainda à Vogue, Hamilton lembrou as dificuldades que teve no acesso à cultura durante a infância e a adolescência. Mesmo assim, começou a admirar personalidades como Muhammad Ali , Michael Jordan e Eddie Murphy , desenvolvendo um estilo próprio – que, no entanto, teve dificuldades para conseguir emplacar.
“Como adolescente, eu não tinha dinheiro para roupas. Minha família e eu gastávamos tudo nas corridas. Então, eu lavava carros na minha rua para ganhar algum dinheiro e ir à loja na cidade para comprar roupas da Tommy Hilfiger que eu via em videoclipes. Elas me deram confiança para sair e dizer: ‘Este é que eu sou’”, descreveu Hamilton.
“Quando eu assinei meu primeiro contrato com a Fórmula 1, eu só podia usar uniformes da equipe, e isso era horrível. Eu não me sentia confortável, e não sentia que podia ser eu mesmo. Com o passar dos tempos, tive a coragem de superar estes limites e dizer: ‘Olha, eu quero chegar à pista com o que eu quiser vestir. Estou aqui agora. Você não pode se livrar de mim ou mudar o jeito como me visto’. A reação foi grande, mas quando o esporte viu o impacto desta minha pequena fuga, outros pilotos começaram a fazer a mesma coisa”, completou.
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