
Michael Schumacher chegou na Fórmula 1 de forma inesperada para disputar o GP da Bélgica de 1991, em Spa-Francorchamps, para apenas fazer uma corrida pela Jordan. Após sete títulos mundiais, 91 poles, 68 poles, 154 pódios, 75 voltas mais rápidas, 1369 pontos e 5108 voltas na liderança , o alemão disputava a sua última corrida: o GP do Brasil de 2006. Pelo menos era o que parecia ser.
A Mercedes retornou à F1 com uma equipe de fábrica aconteceu apenas em 2010, após a tragédia nas 24 Horas de Le Mans de 1955, e apresentava a primeira flecha de prata em 55 anos. Além disso, simplesmente a volta de Michael Schumacher da aposentadoria.
Nestes três anos, o alemão não teve a mesma glória de sua primeira passagem pela categoria, porém, os números só melhoraram: 77 voltas rápidas, 155 pódios, 1566 pontos conquistados e 5111 voltas na liderança. Por coincidência do destino, ou não, a segunda aposentadoria do “Barão Vermelho”, também foi no Autódromo de Interlagos.
Grande Prêmio do Brasil de 2006
O Autódromo de Interlagos já viu Pelé como destaque da Fórmula 1 em diversas ocasiões. Fosse à entrega do troféu, como no então GP do Brasil de 2000, ou a chegada do Grande Prêmio de 2002, quando o Rei foi escalado para dar a bandeirada final ao vencedor.
Porém, em 2006, a Fórmula 1 em Interlagos estava em clima de despedida do maior nome da história da categoria na época. Com isso, Pelé foi escalado para entregar um troféu a Michael Schumacher, em homenagem aos feitos do heptacampeão no esporte.
Na pista, apenas Fernando Alonso e Michael Schumacher ainda brigavam pelo título. O alemão sonhava com o oitavo campeonato, enquanto o espanhol buscava o bi após ter levado a taça em 2005. No entanto, a vantagem de Alonso era confortável: eram 126 pontos contra 116 do rival. Assim, para manter viva a disputa, o Barão precisava vencer a última prova e torcer para que o “Príncipe das Astúrias" ficasse fora da zona de pontuação.
A situação ficou ainda pior para Schumacher quando um problema sem seu carro o deixou fora do Q3 no treino classificatório. Largando em décimo no grid, o alemão dependia dele e de um milagre para ser campeão.
Sem nada a perder, Michael Schumacher partiu agressivamente para tentar uma recuperação milagrosa. Na terceira volta, superou Rubens Barrichello e logo partiu para cima de Giancarlo Fisichella, companheiro de Alonso na Renault.
Conseguiu a ultrapassagem no “S” do Senna, mas um toque entre os dois perfurou o pneu traseiro esquerdo da Ferrari. Forçado a ir aos boxes, o alemão viu suas chances de título escaparem de vez. A partir daí, sem pressão, Schumacher transformou sua despedida em um show. Com ritmo impressionante, começou a escalar o pelotão até voltar à zona de pontuação, alcançando o oitavo lugar na volta 48. Para, no fim, de despedir da Fórmula 1 com um excelente suado quarto lugar.
Grande Prêmio do Brasil de 2012
No dia 25 de novembro, Michael Schumacher fazia a sua 307ª e última corrida da história da Fórmula 1. O heptacampeão teve uma despedida digna, mesmo sob chuva e enfrentando um pneu furado e terminou em sétimo lugar.
A corrida começou com boas perspectivas, Schumacher largou em 13ª, ganhou posições até sofrer um furo de pneu na quinta volta. Caiu para 20º, mas, após a entrada do safety car, iniciou uma bela recuperação. Com a pista ficando molhada, conseguiu lutar e voltou ao top 10.
Na reta final, já com pneus intermediários, chegou a ocupar a sexta posição. Quando Sebastian Vettel se aproximou em busca de pontos decisivos para o título, Schumacher não resistiu. Deixou o compatriota passar e cruzou a linha de chegada em sétimo, encerrando a sua trajetória na Fórmula 1.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
