Fórmula 1

Kit de resfriamento não empolga pilotos no Bahrein

Sistema é novidade da F1 para 2025, mas nomes como Oscar Piastri e Esteban Ocon adotam discurso pessimista

Da redação

DA REDAÇÃO

10/04/2025 • 15:57 • Atualizado em 10/04/2025 • 15:57

Temperaturas no fim de semana em Sakhir vão superar os 30 graus
Temperaturas no fim de semana em Sakhir vão superar os 30 graus - Foto: F1

A previsão de tempo para o fim de semana do Grande Prêmio do Bahrein é de calor, com temperaturas mínimas de pelos menos 23 graus e máximas superando os 30 graus todos os dias até domingo. Neste cenário, a Fórmula 1 deverá estrear o sistema de resfriamento oferecido para pilotos em 2025 .

A novidade, no entanto, parece ainda não agradar os integrantes do grid. Perguntado se estava confortável com a novidade, Oscar Piastri foi taxativo ao responder: não.

“Acho que ainda há o que evoluir, um processo com a FIA e os fabricantes. Mas, para mim, pessoalmente, ainda não está bastante pronto para ser usado”, afirmou o australiano da McLaren , que reconheceu que “há muito trabalho sendo feito” a respeito.

O pessimismo foi o mesmo por parte de Esteban Ocon . Para o francês da Haas , a adequação do sistema ao cockpit está longe do ideal.

“Precisamos basicamente refazer o assento todo. E nem sei se, fazendo isso, ele ficaria ajustados nos cantos. É uma boa iniciativa, mas precisa de mais reflexões a respeito, de como acomodá-lo melhor”, analisou.

O sistema de refrigeração dos pilotos deve ser utilizado em corridas disputadas com temperatura ambiente a partir dos 30 graus. Nestas circunstâncias, a temperatura no cockpit pode atingir – e até superar – os 50 graus.

O kit para 2025 é composto por blocos de gelo que esfriam o fluído que circula no colete dos pilotos, de maneira que o corpo do piloto seja resfriado pela circulação do líquido. O aparato pesa cerca de 5 kg e pode ser instalado nas paredes do cockpit ou na carroceria do carro. Em 2024, ele chegou a ser testados no GP do México por um piloto mantido em sigilo.

Para os pilotos, no entanto, o sistema oferecido ainda não é o ideal. “Ainda precisa de algum trabalho, esta é a realidade. Depende de quão desesperado você está para se refrescar no carro. Vai se resumir a isso”, afirmou Lance Stroll , da Aston Martin .

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