
A situação de Esteban Ocon na Fórmula 1 não é das mais tranquilas. O francês vive um momento de pressão no começo da temporada 2026, e corre o risco de perder a vaga no grid – uma possibilidade real até mesmo antes de 2027 .
De acordo com a jornalista Julianne Cerasoli, colunista do portal UOL, Ocon pode ser dispensado ainda no decorrer de 2026. “Ouvi dizer que não é garantido que Ocon ficará na Haas até o final da temporada”, afirmou.
A situação é resultado de duas questões. A primeira delas é a relação entre Esteban Ocon e o chefe de equipe da Haas, Ayao Komatsu, que teria se deteriorado desde 2025.
O segundo é o desempenho no Mundial de pilotos . Ocon tem apenas um ponto, graças ao décimo lugar no GP do Japão e ocupa o 16º lugar no campeonato. Seu companheiro de equipe, o britânico Oliver Bearman, tem 17 pontos e ocupa o oitavo lugar no Mundial.
Para a Haas, um rendimento mais competitivo dos dois pilotos poderia se converter em pontos importantes. O time é o sexto colocado no Mundial de construtores, a apenas cinco pontos da Alpine (23). E mesmo a Red Bull, quarta com 30 pontos, não é uma rival distante no momento.
A situação na equipe já se tornou assunto no paddock. O alemão Ralf Schumacher, comentarista da Sky Sports, diz que a Haas vive “um dilema” diante dos desempenhos dos dois pilotos: enquanto Bearman mostrou condições de entrar no radar de escuderias de ponta, Ocon corre o risco de ficar fora do grid.
“Uma coisa está clara: Ocon não é bom o bastante”, disse o ex-piloto de F1. “Na melhor das hipóteses, ele está no mesmo nível de Bearman, e geralmente pior. E Bearman ainda está no começo de sua carreira, está se desenvolvendo.”
Para Ralf, a tendência é que Ocon deixe a Fórmula 1 em 2026. “Não imagino que veremos Ocon no ano que vem”, apostou. “Para mim, está gravado. A menos que algum time tenha um grande problema.”
Quem briga por uma vaga na Haas?
Caso Esteban Ocon perca mesmo a vaga ainda em 2026, os principais candidatos a substituí-lo são o australiano Jack Doohan e o japonês Ryo Hirakawa, pilotos de testes da Haas.
Outros nomes que correm por fora viriam da Academia de Pilotos da Ferrari, já que a montadora italiana fornece motores para o time – o brasileiro Rafael Câmara poderia ser um integrante da lista, assim como o sueco Dino Beganovic. Antonio Giovinazzi, reserva da Ferrari, é outra hipótese.
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