
Pilotos da Fórmula 1 voltaram a criticar o regulamento de 2026 após o acidente de Oliver Bearman , da Haas, neste domingo, no GP do Japão. A FIA (Federação Internacional de automobilismo) disse que fará uma revisão das regras de gestão de energia durante a pausa de abril.
A dinâmica expôs o principal ponto de preocupação com os carros de 2026: a gestão da energia. A parcela elétrica da potência total subiu de 15% para 50%. E o uso da bateria pode gerar grandes diferenças de velocidade entre carros próximos em reta.
Pilotos criticam diferenças de velocidade
Antes mesmo da largada, Fernando Alonso, da Aston Martin, já criticava o novo modelo. Segundo ele, as disputas deixaram de ser planejadas: "Hoje em dia, ultrapassar é acidental (...). É uma manobra evasiva, não uma ultrapassagem", afirmou.
Líder da Grand Prix Drivers Association (GPDA), Carlos Sainz lembrou que a área de escape impediu o choque direto entre Bearman e Colapinto e alertou para o risco em circuitos de rua, como Baku, Singapura e Las Vegas. "Esses acidentes vão acontecer com frequência com esse conjunto de regulamentos, e precisamos mudar algo logo", disse.
Piastri vê problema sem solução rápida
Oscar Piastri, da McLaren, avaliou que "não há solução fácil" para o problema, discutido desde a concepção dos carros. Ele contou que quase bateu em Nico Hülkenberg, da Audi, em um treino livre. E afirmou que "enquanto aprendemos isso, infelizmente coisas assim provavelmente vão acontecer".
Com Estadão Conteúdo
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