Fórmula 1

Como funciona o flow-vis, a tinta para testes aerodinâmicos da Fórmula 1

Pintura muda o visual dos carros, mas precisa ser aplicada e lida com atenção para evitar que informações caiam nas mãos dos concorrentes

Por Redação

REDAÇÃO

18/02/2026 • 10:33 • Atualizado em 18/02/2026 • 10:33

Flow-vis na asa traseira da Williams durante a pré-temporada de 2024
Flow-vis na asa traseira da Williams durante a pré-temporada de 2024 - Foto: @f1/Twitter

A pré-temporada da Fórmula 1 é um momento cheio de novidades para pilotos, equipes, imprensa e fãs. Um reencontro com o que foi visto no ano anterior, mas também um cartão de visitas com as novidades da temporada.

A cada ano, na hora de avaliar o que há de novo, as equipes apostam em uma ferramenta inusitada, que dá aos carros um visual diferente, ainda que provisório: o flow-vis. E se você não reconheceu pelo nome, vai certamente reconhecer pela descrição.

O flow-vis (que você também verá chamado de flo-vis) é aquela tinta fresca que aparece nos carros durante os testes, geralmente em uma tonalidade forte e bem contrastante em relação à pintura de cada equipe. Uma “maquiagem” estranha, mas com boa aceitação entre o público - afinal, uma corzinha nos carros costuma ser bem-vinda para fugira da mesmice.

Tecnicamente, trata-se de uma pintura aplicada sobre uma determinada superfície do carro, geralmente no ponto de algum componente, que permite aos engenheiros avaliar o fluxo de ar na região analisada. Com o piloto na pista, a tinta fresca registra as “pegadas aerodinâmicas" do componente em questão, com elementos que facilitam a leitura dos especialistas.

Parece uma estratégia obvia, e que deixa detalhes à vista até de outras escuderias. No entanto, não raro, as equipes utilizam um material especial, que só pode ser avaliado com o uso de luz ultravioleta, preservando detalhes que podiam ser copiados pelas adversárias.

O flow-vis costuma ser aplicado momentos antes de o piloto deixar os boxes e ir para a pista - assim, há uma janela maior para captar a leitura aerodinâmica antes que tinta seque. E embora pareça algo simples, a aplicação demanda atenção: enquanto a falta de tinta impossibilitaria a coleta de dados, o excesso também é prejudicial, já que dificultaria o fluxo de ar e o consequente desenho aerodinâmico no material.

Tão logo o carro volta aos boxes, os times podem fazer imagens da área pintada, iniciando na sequência a limpeza. O resultado é semelhante aos esperados em túneis de vento, e as equipes de aerodinâmica podem ver na prática o que era esperado apenas na teoria.

(Publicado originalmente em 21 de fevereiro de 2024)

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