
Colton Herta está prestes a dar um dos passos mais ousados de sua carreira. O norte-americano, consolidado na IndyCar com nove vitórias e 19 pódios, vai deixar os EUA para disputar a Fórmula 2 em 2026, de olho em uma futura vaga na Cadillac na Fórmula 1.
A mudança foi detalhada pelo CEO da equipe, Dan Towriss, que admitiu os riscos da decisão, mas também destacou o potencial de Herta para alcançar o objetivo. “Ele tem que assumir um risco enorme — nenhum assento é garantido. Mas se ele quer chegar à F1, esse é o caminho que precisa seguir”, afirmou aoSky Sports F1.
Anunciado recentemente como piloto de testes da Cadillac, Herta terá Bottas e Pérez como companheiros no time a partir de 2026. Para conquistar uma vaga no futuro, a passagem pela F2 é vista como estratégica, já que o campeonato corre nos mesmos circuitos da Fórmula 1.
“Ele sempre sonhou em correr na F1, mas isso exige respeito pela escola europeia do automobilismo. O modelo de entitlement vindo dos EUA não funcionou tão bem no passado. Queremos construir um histórico que prove se ele realmente tem o que é preciso”, explicou Towriss.
Apesar de ainda não ter conquistado um título na IndyCar, Herta já chamou atenção em oportunidades anteriores, testando carros de F1 pela McLaren e participando de sessões de simulador com Alpine, Red Bull e Sauber. “Ele sempre se destacou quando teve chance. É um talento especial, encontra velocidade onde outros não conseguem”, elogiou Towriss.
Para o chefe da Cadillac, o risco é parte fundamental da trajetória. “Ele está deixando para trás uma posição confortável para entrar em algo totalmente incerto. Mas sem risco, não há recompensa”, concluiu.
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