Fórmula 1

Boicote e erro de Schumacher: como foi a passagem da F1 por Indianápolis?

Entre 2000 e 2007, Indianapolis Motor Speedway foi palco do Grande Prêmio dos Estados Unidos da categoria

GABRIEL ALBERTO

07/05/2026 • 13:35 • Atualizado em 07/05/2026 • 13:35

Boicote e erro de Schumacher: como foi a passagem da F1 por Indianápolis?
Boicote e erro de Schumacher: como foi a passagem da F1 por Indianápolis? - Foto: F1

Muito antes de Austin, Miami ou do brilho neon de Las Vegas, a Fórmula 1 buscou sua grande cartada para conquistar os Estados Unidos no Indianapolis Motor Speedway , o lendário palco das 500 Milhas. Entretanto, o marco oficial começou antes: o primeiro Grande Prêmio dos Estados Unidos ocorreu em 1959, em Sebring , com vitória de Bruce McLaren.

Quando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) fundou o Campeonato Mundial de Fórmula 1 em 1950 , a categoria nasceu essencialmente europeia, com seis etapas no Velho Continente. Para justificar o rótulo de "Mundial", a federação decidiu incluir as 500 Milhas.

A ideia era unir as bases de fãs europeias e americanas do automobilismo, ainda mais com uma corrida já consolidada e que era disputada desde 1911. Porém, as equipes não gostaram muito de cruzar o Oceano Atlântico para disputar uma corrida em um oval.

Então, as 500 Milhas foram retiradas em 1960 e essa fase inicial da categoria na "Terra do Tio Sam" estendeu-se até 1991, quando a F1 começou a perder fôlego diante do público norte-americano e se retirou do calendário.

De volta a Indianápolis

Após um hiato de nove anos, a Fórmula 1 retornou ao Estado de Indiana para a 26ª edição do GP dos Estados Unidos. O palco era um circuito misto de 4,1 km que desafiava a lógica do oval: os carros corriam no sentido horário, utilizando a icônica reta dos boxes e a curva 1 original para criar um dos cenários mais singulares do esporte.

O início dessa nova era foi dominado por Michael Schumacher e pela Ferrari. No GP inaugural de 2000, o alemão venceu sob pista molhada, dando início a uma dinastia no "Brickyard". Schumacher venceria também em 2003, 2004, 2005 e 2006, tornando-se o maior vencedor da história do evento com cinco triunfos.

A segunda chegada mais apertada da história da F1

Em meio ao domínio da Ferrari, a pista de Indianápolis foi palco de um dos finais mais bizarros da história da F1. Em 2002, ao tentar orquestrar uma chegada empatada com seu companheiro Rubens Barrichello , Schumacher desacelerou demais na linha de chegada. O resultado foi a vitória do brasileiro pela margem mínima de 0,011s , em um desfecho que confundiu público e cronometragem.

Fiasco de 2005

O GP de 2005 merece um capítulo à parte. No dia 19 de junho, o que deveria ser uma celebração do automobilismo terminou com apenas seis carros largando e uma multidão furiosa atirando latas na pista.

A crise começou nos treinos, quando Ralf Schumacher (Toyota) sofreu um forte acidente na curva 13 devido a uma falha no pneu traseiro esquerdo. Como o asfalto havia sido recapeado, os pneus Michelin não suportavam a carga daquela curva específica.

Sem um acordo para trocar os pneus ou instalar uma chicane, as 14 equipes equipadas com Michelin entraram nos boxes após a volta de apresentação. Restaram apenas Ferrari, Jordan e Minardi, calçadas com Bridgestone, para disputar uma "corrida de fantasmas".

O fim da F1 em Indianápolis

A redenção final do circuito veio em 2007. Um jovem Lewis Hamilton , ainda em sua temporada de estreia, segurou a pressão intensa de Fernando Alonso para vencer pela primeira vez no IMS.

Hamilton tornou-se, assim, o último vencedor daquela era antes que as negociações entre Tony George e Bernie Ecclestone fracassassem, encerrando o contrato e fechando as portas de Indianápolis para a Fórmula 1. Agora, a volta da F1 aos Estado Unidos no Circuito das Américas, também é papo para outro texto.

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