O público da Fórmula 1 conheceu nesta terça-feira (20) a nova cara da Audi para a estreia na Fórmula 1. A marca alemã marca presença do grid da categoria a partir de 2026 assumindo a operação que pertencia à Sauber.
O evento em Berlim exibiu a identidade visual da equipe – em especial, a do R26, carro que o time alemão utilizará ao longo do campeonato. O material exibido já havia sido antecipado pela própria Audi em novembro, quando um “conceito” do visual foi exibido . Conforme antecipado, o carro é majoritariamente prateado, com detalhes em vermelho e preto concentrado principalmente na traseira.
“Temos falado há muito tempo sobre o projeto da Audi na Fórmula 1, e agora ele se tornou uma realidade”, destacou Jonathan Wheatley, chefe de equipe da Audi na F1, que espera ver a marca alemã se tornando parte importante da cultura da categoria. “Queremos levar esta equipe para além da pista. Os fãs são muito importantes para nós.”
Bortoleto: ‘É um sonho que se realiza’
O alemão Nico Hulkenberg e o brasileiro Gabriel Bortoleto, pilotos da Audi Revolut F1 Team, também marcaram presença com os novos uniformes – os macacões são majoritariamente pretos, com detalhes em vermelho e cinza. Ambos foram titulares da Sauber em 2025, já com contratos até o fim de 2026.
“(O novo carro) é incrível, e eu mal posso esperar para pilotá-lo”, destacou Bortoleto. “É um sonho que se realiza. É o tipo de projeto que você tem uma vez na vida. É uma oportunidade de criar também um legado que vai ficar para sempre na história. Estou bem ansioso. Vamos dar nosso melhor para alcançar nossos objetivos”, completou o brasileiro.
“O carro é uma beleza. E nós estamos prontos”, elogiou Hulkenberg, que disse ser “uma honra” fazer parte da entrada da Audi na F1. “É o começo de um novo time, e nós somos parte disso. - construindo, dando forma. É parte de algo grande, e acho que nós estamos prontos para começar a colocar a mão na massa.”
Meta da Audi: o título em 2030
O CEO da Audi, Gernot Döllner, fez questão de destacar a “longa história de inovação” da marca no automobilismo, e reforçou os planos ambiciosos da equipe de brigar por títulos nos próximos anos.
“Quando entramos no automobilismo, não entramos apenas para participar. Entramos para vencer, para inovar e para levar o automobilismo adiante”, disse Döllner. “Todos nós compartilhamos uma mesma visão: de competir e buscar títulos até 2030.”
Para Mattia Binotto, diretor do projeto da Audi na F1, a equipe terá um grande trabalho a partir de agora. “Estamos apenas no começo de nossa jornada. Há um grande desafio à nossa frente”, disse o dirigente, que traça objetivos modestos para 2026 antes de sonhar com um futuro título em 2030. “Se quisermos ser competitivos, temos que ser humildes. Há muita coisa para aprender”, acrescentou.
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