Esportes

Aston Martin cogita desistir, mas vai correr na F1 e abandonar cedo

Equipe está com problemas no motor, mas vai cumprir as primeiras voltar e sair da corrida

Da redação

DA REDAÇÃO

02/03/2026 • 19:49 • Atualizado em 02/03/2026 • 20:03

Aston Martin enfrenta problemas antes da estreia na temporada 2026 da F1
Aston Martin enfrenta problemas antes da estreia na temporada 2026 da F1 - Foto: X/AstonMartinF1

Os problemas na parceria entre Aston Martin e Honda devem resultar em uma estreia complicada da equipe inglesa na temporada de 2026 da Fórmula 1. Segundo o site especializadoMotorsport, a escuderia não deve completar o GP da Austrália, no domingo (data local), no Circuito de Albert Park, em Melbourne.

De acordo com a publicação, a Aston Martin pretende participar apenas do treino classificatório, no sábado, para cumprir o regulamento, e abandonar a corrida após poucas voltas. A medida buscaria evitar multas e outras punições esportivas previstas nos acordos da categoria.

O remodelado AMR26, projetado por Adrian Newey, demorou a ficar pronto e ainda apresenta falhas no sistema de bateria do conjunto híbrido. Por causa desses problemas, Lance Stroll e Fernando Alonso quase não treinaram na pré-temporada, passando a maior parte do tempo nos boxes.

Acordo de Concórdia e regra dos 107%

A Aston Martin chegou a cogitar não disputar o GP da Austrália, mas recuou diante do risco de ter de pagar indenização por violar o Acordo de Concórdia, que rege os compromissos comerciais e esportivos das equipes com a Fórmula 1.

Segundo oMotorsport, a equipe viajará a Melbourne para cumprir também a chamada regra dos 107%. O regulamento determina que o piloto só garante vaga no grid se registrar, no treino classificatório, um tempo até 107% da melhor marca do Q1.

Pelo plano relatado pelo site, a Aston Martin colocaria seus dois carros na pista no sábado, asseguraria a presença no grid e, no domingo, recolheria os carros aos boxes após completar algumas voltas, evitando submeter novamente o sistema de bateria a um esforço prolongado.

Unidade de crise com a Honda no Japão

Diante da gravidade da situação, a escuderia montou uma unidade de crise para tratar diretamente dos problemas com a Honda. Adrian Newey e outros dirigentes da equipe participam das conversas com representantes da fábrica da parceira em Sakura, no Japão.

Em reuniões recentes, a Honda admitiu à Aston Martin que as falhas no sistema híbrido de bateria podem estar relacionadas à forte vibração do motor do AMR26, segundo oMotorsport. Técnicos das duas partes tentam entender como o comportamento do propulsor afeta o conjunto elétrico.

As reuniões em Sakura têm sido frequentes, com o objetivo de encontrar uma solução de curto prazo para garantir a confiabilidade do carro. A expectativa interna, conforme relata o site, é estabilizar o pacote técnico nas próximas etapas e evitar novos abandonos planejados ou forçados ao longo da temporada.

Com Estadão Conteúdo

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: