
O zagueiro equatoriano Robert Arboleda voltou ao Brasil e acertou com o São Paulo os termos para seu retorno ao clube, após cerca de 30 dias de ausência não justificada. A partir de agora, ele treinará em separado do restante do elenco.
Pelo acordo, o defensor passará por exames de avaliação física semelhantes aos realizados na pré-temporada. A partir desses testes, a comissão técnica e o departamento de preparação física vão montar um plano específico de treinamentos, com foco no recondicionamento.
Enquanto trabalha à parte, o equatoriano seguirá uma rotina individualizada e não participará, num primeiro momento, das atividades com o restante do grupo.
Assim que atingir condição física considerada ideal, o São Paulo poderá decidir se reintegra Arboleda ao elenco principal ou se negocia a saída do zagueiro. Uma das possibilidades é uma transferência na janela de meio de ano.
Corte de salário e impasse jurídico
Enquanto a situação esportiva se resolve, o clube aplicou uma punição financeira. Arboleda não receberá o salário referente ao período de afastamento, o que representa, na prática, a perda dos vencimentos de abril.
O zagueiro deixou o Brasil em 4 de abril e só voltou ao clube cerca de um mês depois, sem apresentar uma justificativa considerada razoável para a viagem ao Equador.
Com o retorno, o São Paulo não pôde aplicar rescisão contratual por justa causa com base em abandono de trabalho. As normas da Fifa, que regem o vínculo entre clube e atleta, não estabelecem um prazo específico para esse tipo de medida, o que enfraquece a tese jurídica de desligamento imediato.
Nesse cenário, o argumento de abandono de trabalho, que poderia ser usado pelo departamento jurídico do clube em uma eventual ação, perde força e torna mais difícil sustentar uma ruptura unilateral do contrato.
Com Estadão Conteúdo
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