
Atualmente André Jardine vive o cenário mais comum e cruel do futebol: mesmo depois do sucesso no América-MEX, corre risco de ser demitido . Ele conta com outro brasileiro conhecido no elenco, o meia Raphael Veiga, ex-Palmeiras, mas somou resultados ruins. Antes disso, também viveu altos e baixos na carreira.
Após ter sucesso nas categorias de base do São Paulo, Jardine foi efetivado, mas fez uma passagem apagada. Ele disse à Rádio Bandeirantes que foi "injustiçado" . Depois, conquistou o ouro olímpico pela Seleção Brasileira sub-23, mesmo com críticas. E por fim, apostou em ir para o México e construiu uma carreira sólida.
A "injustiça" no Tricolor
A trajetória de Jardine no futebol profissional começou de forma turbulenta no São Paulo. Após anos de sucesso nas categorias de base, ele recebeu chances no time principal em 2018 e 2019. A passagem, porém, foi curta e ficou marcada pela eliminação precoce na Pré-Libertadores, contra o Talleres-ARG. Foram 15 jogos.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes , o técnico não escondeu a mágoa ao falar do São Paulo: "O processo no São Paulo foi muito curto. Me sinto um pouco injustiçado quando fui avaliado, pois foram um pouco mais de 10 jogos à frente do profissional".
A redenção com o ouro olímpico
O ponto de virada veio na Seleção Brasileira. À frente do time Sub-23, Jardine foi questionado em alguns momentos, mas entregou uma conquista inédita em Tóquio: foi campeão sub-23 e abriu portas internacionais.
A "loucura" no México
Ele diz que muitos consideraram um erro quando, em 2022, ele aceitou o desafio de treinar o modesto Atlético de San Luis-MEX. O que parecia um passo atrás foi, na verdade, um salto. O bom trabalho o levou ao gigante América-MEX, onde ele fez história.
No comando das "Águias", Jardine conseguiu uma verdadeira hegemonia:
Esse sucesso no México fez com que Jardine virasse alvo do Botafogo em 2025, mas ele recusou a proposta.
Momento atual: pressão e especulações
Apesar do currículo, o futebol não perdoa oscilações. O América está em 8º lugar após 8 jogos na liga mexicana. Ficou a 11 pontos do líder e foi goleado pelo Tigres, no último domingo (1), por 4 a 1.
Caso Jardine seja demitido, o América-MEX já teria um favorito para assumir o seu lugar, segundo a imprensa mexicana. Trata-se de Juan Carlos Osorio, recentemente demitido pelo Remo .
Raphael Veiga sem brilho no México
Apesar de ter marcado o seu primeiro gol com a camisa do América-MEX, na partida contra o Puebla, no dia 21 de fevereiro, Raphael Veiga ainda não encanta no futebol mexicano.
O meia, emprestado pelo Palmeiras, tem recebido críticas de torcedores nas redes sociais que cobram maior protagonismo do jogador de 30 anos.
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