
Sting reafirmou sua decisão de não deixar a fortuna acumulada ao longo da carreira para os seus descendentes. Em entrevista recente ao programa norte-americano CBS News Sunday Morning, o ex-vocalista do The Police explicou que espera que os filhos conquistem o próprio sustento por meio do esforço pessoal.
Para o artista, a ideia de que crianças e jovens não precisam exercer atividades profissionais é prejudicial ao desenvolvimento humano. Sting classifica a isenção da necessidade de trabalhar como "uma forma de abuso", uma atitude da qual ele afirmou esperar nunca ser culpado perante sua família.
O músico ressaltou que sempre incentivou os herdeiros a trilharem caminhos independentes. Na visão de Sting, seus filhos possuem uma ética de trabalho considerada extraordinária, característica que ele atribui tanto a fatores genéticos quanto à orientação direta que deu a eles durante a criação.
Sting detalhou o discurso que costuma adotar com os jovens, enfatizando o investimento feito na formação básica. "Estou pagando pela educação de vocês. Vocês têm sapatos nos pés. Vão trabalhar", relatou o músico sobre as conversas familiares.
A decisão de não transferir o patrimônio de forma passiva é vista pelo cantor como um ato de bondade, e não de falta de afeto. Ele avalia que existe uma confiança intrínseca nesse gesto, acreditando que os filhos possuem força suficiente para encontrar o próprio destino sem depender de heranças.
"Isso não é crueldade. Acho que há bondade nisso e uma confiança neles de que encontrarão seu próprio caminho", pontuou o artista durante a entrevista. Segundo ele, os filhos lidam bem com a medida e não costumam solicitar auxílio financeiro extra ou questionar a postura do pai.
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