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Saiba que é real em O Agente Secreto, filme indicado ao Globo de Ouro

Protagonizado por Wagner Moura, o filme se passa em Recife no ano de 1977, durante a Ditadura Militar

Da redação

DA REDAÇÃO

12/12/2025 • 22:27 • Atualizado em 12/12/2025 • 22:27

O Agente Secreto
O Agente Secreto - Foto: Victor Jucá/Divulgação "O Agente Secreto"

O Globo de Ouro divulgou nesta segunda-feira (8) a lista completa de indicados para a edição de 2026, com “ O Agente Secreto” na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. O evento é uma das premiações mais prestigiadas do cinema e da televisão, sendo reconhecido como um indicativo para o Oscar .

Vale lembrar que, na última edição, o Globo de Ouro premiou Fernanda Torres como melhor atriz drama no papel de Eunice Paiva , em "Ainda estou aqui". Mas afinal, o que é real em “O Agente Secreto”?

Qual é a história de “O Agente Secreto”?

Protagonizado por Wagner Moura, o filme se passa em Recife no ano de 1977, durante a Ditadura Militar. Marcelo, personagem de Moura, é um especialista em tecnologia que volta para sua cidade natal para tentar fazer as pazes com seu passado sombrio.

Mas esse retorno reabre cicatrizes dolorosas que se unem a um cenário de profunda repressão e autoritarismo. Logo, fica claro que Marcelo não está só buscando o passado, mas fugindo de alguém. O filme é descrito como um suspense.

O elenco reúne grandes nomes do cinema nacional, incluindo Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, entre outros artistas.

O que é real em “O Agente Secreto"?

“O Agente Secreto” não é baseado em fatos reais. Embora utilize referências da cultura, da história do Brasil, como a própria “Ditadura Militar” e de lendas urbanas conhecidas, como a “Perna Cabeluda”, o longa é inteiramente ficcional. A trama é criada no ambiente histórico do regime militar, mas não retrata acontecimentos ou personagens reais.

O filme dialoga com elementos verídicos da história brasileira — como a vigilância estatal, o clima de medo e a repressão política —, mas incorpora esses elementos de maneira dramatizada para fortalecer a narrativa cinematográfica.

Algumas sequências fazem alusões a eventos que lembram acontecimentos reais, como uma situação envolvendo a morte de uma criança sob circunstâncias negligentes, que remete a um caso noticiado nacionalmente, que aconteceu no Recife em 2020.

No longa, Cleide é uma moradora de um condomínio de luxo que acaba deixando o filho de sua empregada doméstica sozinho. Sem supervisão e negligenciado pela patroa da mãe, o menino morre atropelado ao sair sozinho para a rua.

A situação da trama lembra o caso real de Miguel Otávio Santana da Silva , de 5 anos, que morreu após cair do nono andar de um edifício no Cais de Santa Rita, no Recife. O acidente aconteceu enquanto sua mãe, a empregada doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, passeava com o cachorro de Sari Mariana Costa Gaspar Corte Real, a patroa que deixou o menino sozinho.

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