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Oruam envia carta aos fãs e fala em injustiça: 'Sou trapper, não traficante'

Equipe do músico, filho do traficante Marcinho VP, publicou mensagem nas redes sociais

Da redação

DA REDAÇÃO

10/09/2025 • 11:17 • Atualizado em 10/09/2025 • 11:17

Oruam quando se entregou no RJ
Oruam quando se entregou no RJ - Foto: Reprodução/Band

O rapper Oruam, preso desde julho no Complexo Penitenciário de Bangu , enviou uma carta aos fãs, publicada pela equipe dele na noite desta terça-feira (9). Ele foi indiciado por sete crimes pela Justiça do Rio de Janeiro.

O músico e filho do traficante Marcinho VP , falou em injustiça e que a prisão serviu para ele voltar a falar com Deus. "Fiquei famoso, ganhei o mundo e me esqueci de Deus. Tive que ser preso para voltar a falar com Ele, aceito meu castigo", escreveu.

Apesar de aceitar a prisão, Oruam disse estar sofrendo uma injustiça. "Não posso deixar de falar da injustiça e do descaso com que minha situação vem sendo tratada. Estou pagando por erros, mas também sendo julgado de forma desigual, carregando nas costas acusações que não correspondem à minha verdade", afirmou.

"Mais do que uma pena, sinto o peso de uma perseguição que tenta manchar a minha história e minha arte", disse Oruam, que também citou que descobriu pessoas desleais próximas a ele. " Hoje sei quem são meus amigos de verdade e quem são meus amigos de mentira, quem é falso e quem é verdadeiro, nunca vou esquecer de quem estendeu a mão no momento em que eu mais precisar", pontuou.

"Quero que entendam, eu sou um trapper, não um traficante. Esse e o meu momento de rever meus erros, de refletir e de me levantar mais forte", concluiu Oruam.

Leia a carta de Oruam feita na prisão

Rio de Janeiro 09.09. 2025

Para todos os meus fãs,

Um leão ferido ainda é um leão.

Ninguém prende quem tem a mente livre. Sempre visitei meu pai na prisão, me acostumei a ser a visita... e hoje, quando minha família vem me ver, o que mais quero é ir embora junto com eles.

Fique famoso, ganhei o mundo... e me esqueci de Deus.

Tive que ser preso para voltar a falar com Ele, aceito meu castigo.

A Biblia já dizia. Ezequiel 5.7- "Faze uma cadeia. porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade está cheia de violência"

Hebreus 13:3-"Lembrem-se dos preses como se estivessem na prisão com eles!"

Mas não posso deixar de falar da injustiça e do descaso com que minha situação vem sendo tratada. Estou pagando por erros, mas também sendo julgado de forma desigual, carregando nas costas acusações que não correspondem à minha verdade Mais do que uma pena, sinto o peso de uma perseguição que tenta manchar a minha história e minha arte.

Peço desculpas aos meus fãs e a minha família. Hoje sei quem são meus amigos de verdade e quem são meus amigos de mentira, quem é falso e quem é verdadeiro, nunca vou esquecer de quem estendeu a mão no momento em que eu mais precisar.

Fui leal a falsos amigos e máscaras caíram!

Um abraço a todos os fãs que se decepcionaram comigo. Quero que entendam, eu sou um trapper, não um traficante. Esse e o meu momento de rever meus erros, de refletir e de me levantar mais forte.

Aos que acreditam em mim, fiquem firmes, e logo vocês vão me ver

Mauro Davi dos Santos Nepomuceno

Oruam foi indiciado por sete crimes

Preso desde 23 de julho, Oruam foi indiciado na Justiça por sete crimes , sendo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.

Oruam está preso em uma cela coletiva no Bangu 3, presídio do Complexo de Bangu , no Rio de Janeiro. Ele está em galeria que abria integrantes da facção Comando Vermelho (CV).

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), a alocação segue os "critérios estabelecidos pela gestão prisional e é um procedimento padrão adotado após avaliação técnica da unidade".

Oruam nega vínculo com a facção e afirma que é criminalizado por conta do estilo musical e parentesco. A denúncia citava dois crimes de homicídios qualificados, ambos na forma tentada, contra as vítimas Moysés Santana Gomes, delegado de Polícia Civil do Rio, e Alexandre Alvez Ferraz, oficial de cartório da Polícia Civil fluminense.

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