
O filme nacional da vez é “O Agente Secreto”. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema como o representante do país na disputa por uma vaga no Oscar , maior premiação do cinema mundial. O grande objetivo é a indicação à categoria de Melhor Filme Internacional, mas se há algo que a cultura brasileira provou, é que sempre se pode sonhar com mais.
Foi assim com “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, lançado no ano passado, que conquistou a categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar e rendeu à Fernanda Torres o Globo de Ouro de Melhor Atriz . Dados do Google Trends , analisados pela Sala Digital , parceria entre a Band e o Google, mostram que os dois longas dividem um início de campanha similar.
Veja o gráfico na íntegra aqui:
No caso de “Ainda Estou Aqui”, o primeiro pico relevante de interesse de busca pelos brasileiros foi em setembro do ano passado. O filme estreou em setembro no Festival de Veneza, na Itália, foi ovacionado e venceu o prêmio de Melhor Roteiro . Já em maio deste ano, “O Agente Secreto” também teve uma estreia repleta de aplausos no Festival de Cannes, na França, onde conquistou as categorias de Melhor Ator, para Wagner Moura, e Melhor Direção, para Kleber Mendonça Filho.
Em 2025, os líderes de interesse de busca pelo longa, que chega aos cinemas apenas em 6 de novembro, é o estado de Pernambuco. O resultado conversa com a trama: Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia no Brasil de 1977, foge de um misterioso passado e volta para Recife (PE) em busca de paz. Por lá, descobre que a capital está longe de ser um refúgio.
O elenco ainda é composto por Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho e Roberto Diogenes. E uma curiosidade: Kleber Mendonça Filho também nasceu na capital pernambucana e levou o frevo ao tapete vermelho de Cannes, em ação para atrair mais olhares a seu filme.
A disputa por atenção será o grande desafio de “O Agente Secreto” daqui para frente. O Brasil é disparado o país com maior interesse de busca pelo longa, índice duas vezes maior que o de Portugal, na segunda colocação, 10 vezes maior que a França, do importante festival, e 33 vezes o dos Estados Unidos, país sede do Oscar.
O Brasil já comemorou “Ainda Estou Aqui” no calendário de premiações como partidas de uma Copa do Mundo. E não precisará esperar quatro anos para o início de um novo ciclo. O jeito é torcer!
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