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Qual cor usar no Natal para engravidar? Verde dispara nas buscas do Google

Buscas no Google mostram que superstições sobre cores seguem vivas na ceia. Entenda por que o verde lidera as escolhas no Natal

Da redação

DA REDAÇÃO

24/12/2025 • 14:07 • Atualizado em 24/12/2025 • 14:07

Virginia Fonseca passou Natal antecipado de verde
Virginia Fonseca passou Natal antecipado de verde - Foto: Reprodução/Instagram/@virginia

“Qual cor usar no Natal para engravidar?”. A pergunta pode soar curiosa, até improvável, mas está longe de ser rara. Nos últimos 30 dias, ela apareceu entre as buscas mais frequentes dos brasileiros no Google quando o assunto é cor da roupa na noite natalina , segundo levantamento da Sala Digital .

A dúvida divide espaço com questões mais amplas (como, por exemplo, “qual cor usar no Natal?” e até “qual cor não usar?”) e com perguntas específicas sobre o significado de tons tradicionais como verde, vermelho, azul e amarelo. O que os dados revelam é que, para muita gente, a escolha do look da ceia vai além da estética: carrega expectativa, desejo e, em alguns casos, superstição.

E, de fato, nenhuma cor concentra tanto simbolismo quanto o verde.

No ranking de interesse por cores para “usar” ou “passar” o Natal, o verde aparece com índice máximo, muito à frente do segundo colocado. A associação entre verde e gravidez não nasce do acaso. Em diferentes tradições populares, a cor é ligada à vida, à fertilidade, ao crescimento e à renovação — significados que atravessam culturas e épocas.

No imaginário coletivo, o verde representa aquilo que está em movimento: a planta que brota, o ciclo que recomeça, a promessa de continuidade. É esse simbolismo, transmitido informalmente ao longo do tempo, que ajuda a explicar por que tantas pessoas recorrem à cor quando pensam em maternidade ou novos começos — ainda que sem qualquer base científica.

A superstição ganhou tração nas redes sociais, em parte, por causa de relatos de celebridades e influenciadores que usaram verde no Natal e, meses depois, anunciaram uma gravidez ou brincaram com a ideia. Em 2021, a y outuber Viih Tube postou fotos com um vestido verde na ceia natalina e, no ano seguinte, anunciou a gravidez de sua primeira filha, Lua, no que muitos internautas apontaram como exemplo da “teoria” de cor e resultado.

Em 2023, a influenciadora Virginia Fonseca escolheu um look verde para a comemoração, e pouco tempo depois revelou que estava grávida de José Leonardo — coincidência ou reforço do mito, segundo seguidores. Neste ano, a superstição voltou a ganhar força. A influenciadora apareceu de vestido verde em uma comemoração antecipada de Natal e causou alvoroço nas redes sociais, especialmente por estar vivendo um relacionamento com o jogador Vinícius Jr. Internautas passaram a apostar em uma possível gravidez, reavivando a crença de que o verde na ceia “antecipa anúncios” no ano seguinte.

O mesmo ocorreu com Jade Magalhães, esposa do cantor Luan Santana , que postou um vestido verde na noite de Natal de 2023 e, no ano seguinte, anunciou que esperava um bebê. Nem sempre o contexto é igual — alguns nomes entram na narrativa como **brincadeira ou provocação. A ex-BBB e influenciadora Camilla de Lucas publicou um look verde com a legenda “Daqui 9 meses conto o resultado”, ironizando a superstição e convidando os fãs a acompanharem o desfecho.

Esses relatos, que circulam em portais de entretenimento e nas próprias redes sociais dos artistas, ajudam a manter o tema vivo nas timelines e a reforçar a sensação de que vestir verde pode significar mais do que um look de fim de ano.

Ainda assim, especialistas em simbologia de cor e saúde emocional lembram que essas narrativas são coincidências observadas em redes, não evidências de causa e efeito — e que a decisão de engravidar envolve fatores biológicos e pessoais que vão além da escolha da roupa.

Depois do verde, o vermelho aparece como a segunda cor mais buscada. Associado à paixão, à energia e à intensidade, ele costuma ser escolhido por quem deseja um ano mais movimentado, especialmente no campo afetivo. Já o preto ocupa um lugar curioso no ranking: é a terceira cor mais pesquisada, muitas vezes não pelo que promete, mas pela dúvida. Pode usar? Deve evitar? Para alguns, simboliza elegância e proteção; para outros, ainda carrega tabus ligados ao luto.

Azul e branco surgem na sequência, reforçando leituras mais ligadas à tranquilidade, equilíbrio e paz — desejos comuns em uma data marcada por encontros familiares e emoções à flor da pele. Rosa, amarelo, laranja e roxo aparecem com menor volume, mas também entram no repertório simbólico, associados a afeto, prosperidade, criatividade e espiritualidade.

As buscas mostram que, mesmo em um contexto cada vez mais racional e conectado, as superstições seguem encontrando espaço. O Google vira uma espécie de confessionário coletivo de fim de ano, onde dúvidas íntimas ganham forma em perguntas diretas, muitas delas atravessadas por tradição, crença e esperança.

No fim, pouco importa se a cor realmente “funciona”. Para quem pesquisa, o gesto é menos sobre garantia e mais sobre intenção. E o Natal, com toda a sua carga simbólica, continua sendo o cenário perfeito para esse tipo de ritual silencioso — costurado entre a roupa escolhida, a ceia posta à mesa e os desejos guardados para o ano que começa.

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