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"Minha vida não tem sido fácil nos últimos anos", desabafa Shakira no Rio

Cantora celebrou sua conexão com o país, homenageou mães solo e reuniu Anitta, Bethânia, Caetano Veloso e Ivete Sangalo em um show histórico para 2 milhões de pessoas em Copacabana

Da redação

DA REDAÇÃO

03/05/2026 • 13:01 • Atualizado em 03/05/2026 • 13:01

Shakira
Shakira - Foto: REUTERS

Sob um céu iluminado por drones e diante de uma multidão estimada em 2 milhões de pessoas pela Riotur, Shakira transformou a Praia de Copacabana no palco de um manifesto de superação e amor ao Brasil neste sábado (2). Mais do que um desfile de hits, a apresentação foi marcada por discursos carregados de emoção, nos quais a artista colombiana celebrou sua trajetória, sua solteirice e a força coletiva das mulheres.

O Reencontro com a "Alcateia Brasileira"

Logo na abertura, a cantora estabeleceu uma conexão direta com o público ao falar português. Visivelmente emocionada, ela relembrou sua primeira visita ao país, aos 18 anos, e comparou o início da carreira à magnitude do evento atual.

""A vida é mágica, né? É mágico pensar que estamos aqui, milhões de almas juntas para lembrar ao mundo o que é verdadeiramente importante: dançar, cantar e estar aqui pisando na areia desta praia maravilhosa", afirmou, antes de uivar para a plateia, declarando que não há nada melhor para uma "lobinha" do que encontrar sua "alcateia brasileira"."

"As Mulheres Não Choram"

Um dos momentos mais densos da noite ocorreu antes da performance deInevitable. Shakira abriu o coração sobre os desafios pessoais enfrentados recentemente, transformando sua vulnerabilidade em um hino de empoderamento que remete à sua turnê atual,Las Mujeres Ya No Lloran.

"Minha vida não tem sido das mais fáceis nos últimos anos", desabafou a artista. "Mas das quedas ninguém se salva; e nós, mulheres, cada vez que caímos, nos levantamos um pouco mais fortes, um pouco mais resilientes. Porque as mulheres não choram". Ela ainda reforçou a importância da união feminina ao citar que, embora vulneráveis sozinhas, juntas as mulheres tornam-se "invencíveis".

O tom político e social se intensificou ao introduzir a cançãoSoltera. Shakira dedicou o momento às mães solo do Brasil, identificando-se com a luta de quem sustenta famílias sem apoio. "Nesse país tem milhões de mães solteiras que lutam para sustentar suas famílias; eu sou uma delas. Esse show é para todas as solteiras", declarou.

Convidados especiais

A noite também foi um tributo à música brasileira. Shakira recebeu Anitta , a quem chamou de "Rainha", e protagonizou momentos de profunda admiração ao lado de ícones da MPB. Ao convidar Caetano Veloso para cantarLeãozinho, a colombiana confessou ser fã do "mestre" desde a juventude e revelou que a canção faz parte de sua rotina familiar, sendo a música que canta para o filho, Milan, dormir.

A celebração continuou com a participação de Maria Bethânia , acompanhada pela bateria da Unidos da Tijuca , e Ivete Sangalo , descrita por Shakira como uma "amiga que carrega a alma do Brasil". Apesar de pequenos problemas técnicos de áudio durante a participação de Ivete, a energia da dupla ao cantarPaís Tropicalmanteve o público em êxtase.

O espetáculo encerrou-se em clima de celebração total comWaka Wakae a explosivaBZRP Music Sessions #53. Entre fogos de artifício e uma loba inflável gigante, Shakira despediu-se empunhando a bandeira brasileira e selando uma noite que, segundo ela, jamais será esquecida: "Rio, esta noite — e sempre — somos um".

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