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Defesa de Deolane divulga dossiê; irmã faz apelo: “Não se busca privilégio”

Advogados da influenciadora buscam afastar acusações de lavagem de dinheiro e vínculos com facções criminosas; Daniele Bezerra contesta a legalidade das prisões

Da redação

DA REDAÇÃO

26/05/2026 • 18:41 • Atualizado em 26/05/2026 • 18:41

A defesa de Deolane divulgou um dossiê de 40 páginas que detalha a linha de defesa a ser adotada na Justiça. A estratégia central busca desvincular sua imagem de atividades criminosas e esclarecer a origem de seus bens. Em um novo movimento para tentar reverter a narrativa das investigações, Daniele Bezerra, irmã da influenciadora, usou suas redes sociais para divulgar um manifesto que questiona a legalidade das medidas adotadas pela polícia.

No vídeo divulgado, Daniele Bezerra sustenta que a Constituição Federal de 1988 e tratados internacionais, como o Pacto de San José da Costa Rica, foram ignorados durante o processo. Segundo ela, o objetivo das garantias fundamentais é limitar excessos do Estado e assegurar a presunção de inocência de qualquer cidadão, independentemente de sua notoriedade.

"No caso da Deolane, não se busca privilégio ou tratamento especial, busca-se apenas aquilo que a lei garante a todos."

Um dos pontos de maior tensão no manifesto é o apelo direto ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Daniele Bezerra defende que a advocacia criminal não deve ser confundida com a defesa do crime, mas sim com a proteção das garantias fundamentais de qualquer indivíduo.

"Se o advogado tem medo de trabalhar, todos os advogados correm risco", dispara Daniele. O vídeo ressalta que a ordem profissional representa a defesa da Constituição e das liberdades individuais.

Defesa de Deolane faz dossiê de 40 páginas

A defesa, agora com a atuação do criminalista Aury Lopes Júnior, trabalha para rebater as suspeitas levantadas pela Operação Pernix . O ponto principal do documento é refutar qualquer ligação direta entre Deolane Bezerra e a facção criminosa PCC. Segundo o advogado, o fato de a influenciadora transitar em diversos meios sociais não constitui prova de participação em crimes.

O dossiê detalha que o patrimônio de Deolane Bezerra possui origem legal, fundamentada em sua atuação como advogada e influenciadora digital. A equipe jurídica contesta a interpretação do Ministério Público sobre pagamentos realizados por investigados. De acordo com a defesa, os valores recebidos referem-se a honorários advocatícios pela prestação de serviços a clientes citados nas investigações, e não a manobras de lavagem de dinheiro.

Além disso, os advogados argumentam que houve uma interpretação equivocada da polícia ao misturar ganhos provenientes de contratos publicitários, redes sociais e negócios particulares com movimentações financeiras típicas da advocacia criminal. Para enfraquecer a tese de ocultação de patrimônio ou tentativa de fuga, o documento aponta que a influenciadora compartilhava sua rotina de viagem a Roma, na Itália, em tempo real nas redes sociais, o que seria incompatível com uma ação clandestina.

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