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Alok traz show do Coachella para São Paulo e reflete sobre o uso da inteligência artificial

DJ anunciou que sua turnê AUREA fará uma edição especial no Estádio do Pacaembu

Da Redação

DA REDAÇÃO

14/05/2025 • 15:33 • Atualizado em 14/05/2025 • 15:33

Alok
Alok - Foto: Reprodução/ Instagram @Alok

Alok fez história no Coachella e resolveu trazer a apresentação para o Brasil. O DJ anunciou que sua turnê AUREA fará uma edição especial no Estádio do Pacaembu, dia 28 de junho, em São Paulo.

Alok expande o que foi feito no festival californiano e traz, além do grupo de dança Urban Theory, os artistas indígenas integrantes do movimento “O Futuro É Ancestral” para juntos repensarem a relação entre tecnologia, natureza e criatividade.

Sob os motes “Keep Art Human” (“Mantenha a Arte Humana”) e “Art Needs Soul” (“Arte Precisa de Alma”), a ideia é exaltar a potencialidade da força humana como elemento motriz da produção artística. Ou seja, não rejeitar a tecnologia, mas sim, valorizar a alma por trás da criação.

"Precisamos estar conectados neste momento de transformação e entender que, sim, a tecnologia nos beneficia de muitas formas, mas também de que os humanos não podem ser substituídos, que há coisas que precisam de alma humana. Em um mundo cada vez mais automatizado, a criatividade ainda pertence às mãos, corações e almas humanas, resume Alok sobre o primeiro show desta turnê em um estádio de futebol."

O Band.com.br participou de uma coletiva de imprensa , realizada na terça-feira, 13 de maio, onde DJ explica que é a favor do uso da inteligência artificial na música, mas que é contra a maneira como o conteúdo está sendo produzido. Para o artista, é preciso conscientização.

“A gente está vendo, na verdade, uma corrida maluca, com a justificativa de que se um não fizer aqui, outra pessoa vai fazer e ganhar essa corrida. No fim, as pessoas não se preocupam com as questões de segurança, por exemplo”, considera.

Alok conta que é um artista que usa muito a tecnologia ao favor dele e entende que as mudanças tecnológicas sempre aconteceram: “Há uns anos, as pessoas reclamavam das plataformas de streaming. E aí a gravadora ficava louca por passar a perder vendas de CD. A Blockbuster reclamava da Netflix. Então é isso, tem coisas que vêm e atropelam mesmo”, explica. Para o artista, a grande questão é como equilibrar a tecnologia e a arte.

A evolução da IA, para Alok, depende de como ela será usada pelos humanos. “Essa tecnologia pode trazer várias soluções para todos os tipos de cura que a gente precisa. Mas também pode trazer todo tipo de doença possível, dependendo de como é direcionada. É importante a IA estar do lado certo”.

O artista também diz que a consciência da responsabilidade que tem em impulsionar a cultura e incitar reflexões junto ao público e à própria indústria musical, surgiu de um vazio que sentiu com o sucesso:

"Passei a entender que o sucesso é muito subjetivo. Se a gente colocar o sucesso em uma caixa, vai ter um monte de gente frustrada. Porque o sucesso para mim pode não ser para você. Então agora, tudo o que faço, tem um propósito ou uma mensagem por trás, completa."

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