
Em geral, o movimento de clientes em bares e restaurantes é mais fraco em janeiro. Por isso, foi uma surpresa quando alguns dos participantes do MasterChef Confeitaria viram seus negócios bombarem no começo do ano, após a exibição do programa.
Foi o caso de Walkyria , que comanda o ae! cozinha em São Paulo (SP). "Em janeiro ainda tinha o residual do hype do MasterChef, então ajudou bastante. Bastante espera, bastante gente vindo tirar foto, pedindo sobremesa. A venda de sobremesas, inclusive, aumentou", disse em entrevista ao Band.com.br .
Conhecido por suas misturas ousadas, Digo também viu o mesmo fenômeno no ARA , seu restaurante de sobremesas. "O público fala que despertou a curiosidade as coisas que eu fazia lá [no MasterChef], que eram diferentes, então está sendo bem legal receber a galera que vem curiosa para provar esse lado mais ousado", contou.
Matheus , que acaba de abrir uma confeitaria que leva o seu nome, tem atraído clientes que o conheceram pela televisão. "Foi muito bom para trazer esse público engajado e curioso, querendo novidade e querendo experimentar", descreveu. "Conseguir conversar com essas pessoas é muito legal."
E não pense que o hype veio apenas para quem teve mais tempo de tela. Primeira eliminada da edição, Kim transformou seu carrasco no MasterChef — a pavlova — em produto na sua confeitaria e atraiu clientes. "Foi bem legal, o pessoal queria conhecer o trabalho", avaliou a confeiteira.
Reconexão com a confeitaria
Os ex-participantes também relatam que se reconectaram com a confeitaria durante o MasterChef. "Cada prova era um desafio que eu tinha que estudar e acabou impactando no meu profissional", relatou Digo, que chegou a incrementar o menu do ARA com sobremesas inspiradas em provas do programa.
"O MasterChef me reconectou com a confeitaria", pontou Walkyria. "Fazia muito tempo que eu estava muito focada na gestão e fui deixando de lado a confeitaria. A reconexão e voltar a estudar doces e pratos foi um lado muito bom."
O mesmo aconteceu com Kim. "Eu tinha aberto a loja recentemente, então eu estava muito mais focada no lado empresarial do que confeiteira. O MasterChef me fez voltar a estudar de novo e me reconectar com a cozinha", descreveu.
De confeiteiros a celebridades
Agora, esses confeiteiros são praticamente celebridades, sendo parados nas ruas para fotos e recebendo mensagens de apoio dos fãs. "Eu fui a primeira eliminada, então eu fiquei com muito medo, mas o público me recebeu muito bem", disse Kim. "É estranha a sensação de alguém te reconhecer na rua e você nunca ter visto a pessoa, mas o carinho é gostoso."
A conexão com o público acontece, sobretudo, por cada um ter mostrado seu lado humano no programa. Cenas como as de Digo consolando Patrick ou Matheus discursando sobre a valorização do confeiteiro emocionaram os fãs e aproximaram os participantes da audiência.
"Às vezes a gente está nas telas e nas redes e parece que a gente não erra, não fala bobagem. Acho que, no final, a galera está vendo isso. Estão nos valorizando como seres humanos", analisou Walkyria.
Digo, inclusive, viveu uma situação inusitada. "Veio uma menina do interior, devia ter 15 ou 16 anos, e chegou chorando porque eu estava lá [no ARA]. Ela estava emocionada por me conhecer. Fiquei sem saber o que fazer", relembrou. "Ela se emocionou muito só por eu falar com ela. São fãs mesmo, isso é surreal."
Com tudo isso, não vêm só os louros, mas a responsabilidade. "Isso tem um peso muito grande, não só no cozinhar em si, mas na forma de se portar com as pessoas", analisou Matheus. "Nos tornamos uma pessoa pública e, além de fazer comida boa, temos que dar o exemplo."
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