
Luana Piovani usou suas redes sociais nesta quarta-feira (12) para criticar Suzane von Richthofen , condenada em 2002 pelo assassinato dos próprios pais.
Conhecida por suas opiniões fortes, Piovani chamou a ex-detenta de "encosto" e "aborto", expressando indignação com a repercussão que o nome de Suzane voltou a ganhar após o lançamento de uma nova série de ficção.
A revolta da atriz foi motivada pelo recente lançamento de "Tremembé", produção do Prime Video na qual a atriz Marina Ruy Barbosa interpreta Suzane. A produção dramatiza os anos de encarceramento e reacendeu o interesse do público pela história da condenada, o que irritou profundamente Luana Piovani.
Em seu perfil no Instagram, a atriz compartilhou um vídeo que detalhava a rotina atual de Suzane, que cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. Na legenda, Piovani não poupou palavras para expressar sua repulsa.
"Vejo esse encosto e tenho pensamentos obscuros", disparou a artista.
O comentário mais ácido de Piovani foi direcionado à maternidade de Suzane, que se tornou mãe recentemente. "Fico pensando o que esse aborto vai dizer pro filho sobre os avós", escreveu Piovani, em tom de indignação.
O motivo da repercussão
O nome de Suzane von Richthofen voltou a dominar as redes sociais e os debates públicos com a estreia da série "Tremembé". A produção, que foca no período em que ela esteve presa e sua relação com outras detentas famosas, colocou a história do crime novamente sob os holofotes.
A interpretação de Marina Ruy Barbosa, uma das atrizes de maior destaque da atualidade, também contribuiu para a alta popularidade da série, que rapidamente se tornou uma das mais assistidas da plataforma de streaming.
Para Luana Piovani, que frequentemente usa suas redes para criticar o que considera uma "inversão de valores" na sociedade, essa nova onda de fama é problemática. A atriz vê a repercussão como uma forma de "glamourizar" ou dar palco a uma pessoa condenada por um crime bárbaro de parricídio.
A postagem de Piovani ecoa o sentimento de uma parcela do público que desaprova a contínua exploração midiática do caso, temendo que a ficção possa gerar empatia indevida pela criminosa.
Relembre o crime e a vida atual de Suzane
O caso de Suzane von Richthofen é um dos mais infames e chocantes da história criminal brasileira. Em 2002, ela planejou e abriu a porta da casa da família, em São Paulo, para que seu então namorado, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, assassinassem seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, enquanto eles dormiam.
O crime, motivado por interesses financeiros, chocou o país pela frieza de Suzane. Ela foi julgada e condenada a 39 anos de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado.
Após passar mais de 20 anos em regime fechado na penitenciária de Tremembé, Suzane von Richthofen obteve a progressão para o regime aberto em janeiro de 2023.
Desde que deixou a prisão, ela se mudou para o interior de São Paulo, onde iniciou um novo relacionamento e, no início de 2024, deu à luz seu primeiro filho, um menino. É justamente a maternidade da ex-detenta o ponto central do questionamento feito por Luana Piovani em sua publicação.
Esta não é a primeira vez que o caso vira produção audiovisual. Em 2021 e 2023, três filmes sobre o crime ("A Menina que Matou os Pais", "O Menino que Matou Meus Pais" e "A Confissão"), estrelados por Carla Diaz, já haviam sido lançados, também com grande repercussão de público e crítica.
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