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John Lennon desconfiava ter telefone grampeado pelos EUA

Ex-Beatle, que completaria 85 anos nesta quinta-feira (9), dizia ser grampeado pela gestão de Richard Nixon

ESTADÃO CONTEÚDO

09/10/2025 • 16:04 • Atualizado em 09/10/2025 • 16:09

John Lennon
John Lennon - Foto: Arquivo/Band

John Lennon tinha receio de que pudesse estar sendo monitorado durante o governo de Richard Nixon , então presidente dos Estados Unidos e quase descartou um dos álbuns solo, “Walls and Bridges”, de 1974.

A informação foi revelada em uma entrevista "perdida" concedida pelo ex-Beatle cinco anos antes da morte dele para o DJ inglês Nicky Horne. O músico, que completaria 85 anos nesta quinta (9), e, por conta da data, Horne resolveu dar mais detalhes sobre a conversa na estação Boom Radio, do Reino Unido.

À época, o DJ tinha 24 anos e havia viajado a Nova York especialmente para entrevistar Lennon. Horne revelou que estava nervoso com a ocasião, já que estaria frente a frente com seu Beatle favorito, mas que, chegando ao edifício Dakota, onde o cantor morava com Yoko Ono, Lennon disse que havia preparado biscoitos de chocolate para ele.

O músico passou a contar sobre sua desconfiança em ter seu telefone grampeado pela CIA - à época, Horne foi chamado de "ingênuo" por ter acreditado no cantor.

Anos depois, porém, a Lei Americana de Liberdade de Informação revelou que, realmente, Lennon tinha sim o telefone monitorado, estava sendo seguido e o governo norte-americano queria deportá-lo.

À época, o cantor associou o seu ativismo anti-guerra com a perseguição, segundo oThe Guardian. "Eu sei a diferença entre o telefone estar normal quando eu o pego e, toda vez que eu o pego, há muitos ruídos", contou ele.

Lennon também comentou ocasiões em que desconfiava estar sendo seguido por um carro. "Eu abria a porta e havia caras parados do outro lado da rua. Eu entrava num carro e eles me seguiam de carro, sem se esconderem", disse.

Segundo ele, a perseguição também aconteceu com outros astros do rock, como Mick Jagger e Keith Richards. Sobre quase ter descartado “Walls and Bridges”, o músico afirmou que "não suportava ouvir" as fitas de gravação do disco. Ele, porém, foi estimulado por amigos para lançar o álbum.

Walls and Bridgesrecebeu um disco de ouro pelo sucesso em vendas e foi escrito durante uma breve separação entre Lennon e Yoko. Lennon foi assassinado aos 40 anos por um fã no dia 8 de dezembro de 1980 no Edifício Dakota.

Ele não escondia a "rixa" com Nixon e chegou a lançar diversas músicas falando sobre o ex-presidente dos EUA, comoGimme Some TrutheInstant Karma! (We All Shine On).

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