
O cineasta James Cameron, a mente visionária por trás do universo de Pandora, revelou que já possui uma estratégia de emergência definida caso a Disney decida não produzir as sequências finais de sua saga sci-fi. Em declarações recentes, o diretor admitiu que, apesar do sucesso inicial de "Avatar: Fogo e Cinzas" nos cinemas, a continuidade da franquia para o quarto e quinto filmes ainda depende de uma performance financeira estrondosa nas bilheterias globais.
Atualmente em cartaz, o terceiro capítulo da série já demonstra força comercial. Em apenas uma semana de exibição, a produção arrecadou cerca de US$ 480 milhões mundialmente.
No entanto, para uma obra com o orçamento titânico de Avatar, "ir bem" nem sempre é suficiente. A produção precisa alcançar o patamar de seus antecessores — que figuram entre as maiores bilheterias da história do cinema — para ser considerada verdadeiramente rentável pelo estúdio.
Diante dessa pressão financeira, Cameron não descarta um desfecho agridoce para sua obra nas telonas, mas garante que os fãs não ficarão sem respostas.
Coletiva de imprensa ou literatura?
Em entrevista à revistaEntertainment Weekly(EW), o diretor foi pragmático sobre o futuro. Ele já havia sinalizado anteriormente que poderia não dirigir pessoalmente "Avatar 4" e "Avatar 5", passando o bastão para outro cineasta, mas agora contempla a possibilidade de os filmes sequer existirem.
"Não sei se continuaremos daqui para a frente. Espero que sim", ponderou Cameron. Ele reforçou que a franquia provou seu valor nas três vezes em que chegou ao público, mas o mercado cinematográfico é volátil.
Caso o sinal vermelho venha da Disney, o diretor tem um plano inusitado para encerrar as pontas soltas da trama. "Se não conseguirmos fazer Avatar 4 e 5, vou fazer uma coletiva de imprensa e contar tudo o que íamos fazer", disparou o cineasta, demonstrando seu compromisso com a narrativa construída ao longo de décadas.
O desafio de transformar filmes em livros
Outra alternativa que agrada muito a Cameron é a migração da saga para a literatura. O diretor expressou o desejo de escrever, ele mesmo, os romances que dariam continuidade à história dos Na'vi e da família Sully.
Segundo ele, o universo criado é vasto o suficiente para suportar essa transição. "Esses personagens têm tanta cultura, história e detalhes pequenos em que trabalhamos. Adoraria fazer algo nesse nível de profundidade", explicou.
Para o criador, os livros serviriam como um "registro canônico do que era para ser", garantindo que a visão original da obra seja preservada para a posteridade, independentemente das decisões de executivos de estúdio.
Contudo, o próprio Cameron reconhece um obstáculo cultural para esse "Plano B": os hábitos de consumo do público moderno.
O cineasta admite que a queda brusca no número de pessoas que leem por prazer, especialmente nos Estados Unidos, poderia limitar o alcance dessa conclusão literária. Ainda assim, a opção permanece na mesa como uma forma de honrar o trabalho de construção de mundo feito por sua equipe.
Onde assistir
Enquanto o futuro das sequências finais permanece em aberto, o público pode conferir o capítulo atual da saga. "Avatar: Fogo e Cinzas" está em exibição nos cinemas de todo o Brasil.
Para quem deseja relembrar a trajetória de Jake Sully e Neytiri, os dois primeiros longas, "Avatar" (2009) e "Avatar: O Caminho da Água" (2022), estão disponíveis no catálogo do serviço de streaming Disney+.
*Com informações da Agência Estado.
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