
O filme "Planeta dos Macacos: A Origem (2011)" , dirigido por Rupert Wyatt, será exibido na Sessão da Tarde desta quarta-feira (29) e desperta curiosidade por não utilizar nenhum animal real em suas filmagens.
A ausência de macacos vivos na trilogia iniciada em 2011 foi uma decisão deliberada baseada em dois pilares principais: a ética animal e as limitações técnicas. O diretor Rupert Wyatt e o estúdio Fox optaram por evitar o uso de animais para impedir o estresse e possíveis maus-tratos nos sets de filmagem.
Ética e tecnologia na produção
Rupert Wyatt afirmou que seria hipócrita realizar um filme sobre a emancipação e os direitos dos animais utilizando chimpanzés reais em cativeiro para o entretenimento. Por essa escolha, a produção recebeu um selo de aprovação da organização PETA.
Além do fator ético, macacos reais não possuem a musculatura facial necessária para transmitir nuances complexas exigidas pelo roteiro, como culpa e tristeza profunda. Para resolver o problema, o filme usou a tecnologia de captura de performance.
O ator Andy Serkis, conhecido por interpretar o Gollum em "O Senhor dos Anéis", deu vida ao protagonista César. A inovação permitiu capturar os movimentos do ator fora de estúdios fechados, possibilitando que ele contracenasse diretamente com James Franco em locações reais.
O uso de CGI e a atuação de Andy Serkis
Absolutamente todos os macacos vistos no longa são 100% gerados por computador, incluindo os da cena de abertura. Diversos atores participaram da captura de movimento e tiveram suas vozes mixadas com grunhidos de chimpanzés produzidos pela equipe de som.
Serkis, que já havia interpretado o “King Kong” em 2005, não se limitou ao papel de César e ajudou a criar outros macacos do filme. Para a indústria cinematográfica, o sucesso de "A Origem" provou que o CGI de alta fidelidade pode substituir animais vivos em papéis complexos.
Qual a história de “Planeta dos Macacos: A Origem”?
A história acompanha Will Rodman (James Franco), um cientista que busca a cura para o Alzheimer para ajudar seu pai, Charles (John Lithgow). Após o cancelamento de sua pesquisa oficial, Will testa um medicamento experimental em um filhote de macaco chamado César.
César herda geneticamente uma inteligência fora do comum e, após um incidente para defender Charles, é levado para um abrigo de primatas. No local, ao conviver com outros símios e sofrer opressão, ele inicia uma revolução contra a humanidade.
Com um orçamento de US$ 93 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 480 milhões mundialmente. O longa também traz referências à franquia clássica, como a frase "Tire suas patas fedorentas de cima de mim, seu macaco sujo!", dita pelo personagem de Tom Felton.
Onde assistir “Planeta dos Macacos: A Origem”?
Além da exibição na Sessão da Tarde, na Globo, nesta quarta-feira (29/4), às 15h40, “Planeta dos Macacos: A Origem” está disponível no catálogo da Disney+.
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