
A cinebiografia de Michael Jackson, intitulada "Michael", passou por mudanças drásticas em sua reta final de produção. Segundo informações daVariety, o roteiro foi reescrito para remover sequências que abordavam as acusações de abuso sexual infantil contra o cantor. Originalmente, o filme incluiria uma cena ambientada em 1993, mostrando a chegada da polícia ao rancho Neverland, mas o trecho foi descartado. O desfecho agora prioriza o auge artístico do Rei do Pop, encerrando-se com os preparativos para um show da emblemática turnê "Bad".
A alteração não foi apenas uma escolha narrativa, mas também jurídica . Advogados do espólio identificaram uma cláusula em um acordo firmado com Jordan Chandler que proíbe qualquer menção ou representação dele em produções cinematográficas. Com o impedimento legal e o objetivo de celebrar o legado musical , a equipe optou por um novo final, o que contribuiu para os sucessivos adiamentos da estreia, agora confirmada para abril de 2026.
Drama familiar e acidentes marcantes
Apesar de suavizar as polêmicas criminais, a produção mantém o foco em conflitos pessoais intensos . O eixo dramático central explora a relação conturbada entre Michael e seu pai, Joe Jackson (vivido por Colman Domingo), marcada pela pressão de Joe para manter o sucesso do grupo The Jackson 5. O filme também aborda momentos críticos da saúde do cantor, como o acidente nas gravações de um comercial da Pepsi em 1984, que resultou em queimaduras graves e no início de sua dependência em analgésicos.
Michael Jackson é interpretado por seu sobrinho, Jaafar Jackson, e o projeto conta com Prince Jackson, filho do cantor, como produtor-executivo. O envolvimento direto da família e do espólio garante uma visão mais simpática da trajetória do artista, estratégia impulsionada pelo sucesso estrondoso de "MJ the Musical" na Broadway, que já faturou mais de US$ 300 milhões.
Projeções de bilheteria e possível franquia
As expectativas financeiras para o lançamento são altas. Projeções iniciais indicam que "Michael" pode arrecadar mais de US$ 55 milhões apenas no fim de semana de estreia nos EUA, superando números de "Bohemian Rhapsody". O estúdio almeja uma bilheteria global de pelo menos US$ 700 milhões.
Diante do vasto material filmado, o produtor Graham King já estuda a possibilidade de dividir a história em dois filmes. Cerca de 30% das cenas cortadas na versão final poderiam ser aproveitadas em futuras sequências, transformando a biografia em uma franquia cinematográfica de longo alcance.
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