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Diretor avalia internacionalização do cinema brasileiro: "Chama a atenção"

Em entrevista, Aly Muritiba fala ainda sobre o trabalho de adaptação de "Barba Ensopada de Sangue" para o cinema

ALINE NAOMI

30/03/2026 • 20:47 • Atualizado em 30/03/2026 • 20:47

Aly Muritiba na pré-estreia de "Barba Ensopada de Sangue"
Aly Muritiba na pré-estreia de "Barba Ensopada de Sangue" - Foto: Divulgação/Fabio Vieira

O cinema nacional tem vivido um boom de popularidade após o sucesso de Ainda Estou Aqui e, mais recentemente, de O Agente Secreto . Curiosamente, o interesse do público brasileiro foi incentivado de fora para dentro: o reconhecimento dessas obras em festivais e premiações no exterior fez o interesse por aqui crescer.

Aly Muritiba vê esse movimento com bons olhos. "A validação internacional serve muito para chamar a atenção de pessoas que talvez não estivessem tão atentas ao que está acontecendo no cinema brasileiro", analisa.

O diretor falou com Band.com.br durante a pré-estreia de Barba Ensopada de Sangue , adaptação para o cinema do livro homônimo de Daniel Galera. O longa é protagonizado por Gabriel Leone , que faz parte do elenco deO Agente Secretoe marcou presença na cerimônia do Oscar 2026 .

Aly Muritiba também falou do furor do público com as premiações internacionais, com uma torcida digna de Copa do Mundo. "Acho que o fato de a gente encarar um filme brasileiro quase como a gente encara um time de futebol é fantástico", avalia. "Esse fenômeno é muito positivo pra gente."

Da literatura para o cinema

Barba Ensopada de Sanguesegue a tendência das adaptações literárias para o cinema, como é o caso do próprioAinda Estou Aqui, para citar um exemplo nacional. Para o diretor, o maior desafio é manter a essência da obra e, ao mesmo tempo, imprimir o olhar do cineasta ao filme.

"Literatura é uma coisa e cinema é outra. É muito difícil que eu consiga levar para as telas de cinema aquilo que você leu", admite. "É um processo mesmo de adaptar e dar a minha visão sobre a história."

No caso da obra de Daniel Galera, a maior dificuldade foi condensar um livro de quase 500 páginas em uma história de duas horas. "O livro tem muitos personagens e não cabiam todos no filme, sob o risco de ficar tudo meio difuso, então eu tive o desafio de escolher quais personagens e eventos iam ficar e fui deixando lacunas, deixando espaços abertos, para que eu pudesse preencher", descreve o diretor.

Barba Ensopada de Sangueestreia no dia 2 de abril nos cinemas de todo o Brasil. O filme é uma produção RT Features e Globoplay com distribuição da O2 PLAY.

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