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Flávia Guerra sobre "O Agente Secreto" no Oscar: "Estamos no jogo"

Colunista avalia impacto da presença brasileira na pré-lista da Academia, que inclui documentário de Petra Costa e categorias técnicas inéditas

Da redação

DA REDAÇÃO

16/12/2025 • 20:48 • Atualizado em 16/12/2025 • 20:48

A colunista de cinema Flávia Guerra celebrou a presença do filme brasileiro "O Agente Secreto" na pré-lista do Oscar , anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Em entrevista ao programa Entre Nós , da Band News FM , nesta terça-feira (16), a especialista destacou que a obra foi pré-indicada em duas categorias: Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco, mantendo o país vivo na disputa pela estatueta.

Segundo Flávia, o simples fato de estar na pré-lista, ou "shortlist", já representa uma vitória significativa para o cinema nacional. Ela ressalta que essa etapa reduz drasticamente o número de concorrentes, que inicialmente engloba cerca de 90 países, para apenas 15 selecionados.

A especialista explica que, a partir deste momento, a visibilidade da produção aumenta consideravelmente. Os cerca de 10 mil votantes da Academia, espalhados pelo mundo, passam a focar suas atenções especificamente nesses títulos pré-selecionados para definir os finalistas oficiais no dia 22 de janeiro.

"Essa pré-lista significa que a gente continua no jogo, e isso é essencial", avalia a colunista. Ela pontua que, mesmo que nem todos os votantes tenham assistido aos filmes na fase inicial, a presença na lista obriga o mercado a olhar para a produção brasileira com mais atenção.

“O Agente Secreto” concorre com Wicked e Frankenstein em nova categoria do Oscar

Flávia Guerra detalha que o cenário é altamente competitivo. Entre os adversários citados por ela estão o argentino "Belém", o iraniano "Foi Apenas Um Acidente", o alemão "O Som da Queda" e o norueguês "O Valor Sentimental".

Além da categoria internacional, a colunista chama a atenção para a disputa de Melhor Direção de Elenco (Casting). "O Agente Secreto" concorre ao lado de produções de grande orçamento, como "Wicked", "Frankenstein" e "Hamnet".

Para a especialista, estar ao lado desses "gigantes" comprova a qualidade técnica do cinema brasileiro. Ela destaca o trabalho de Gabriel Domingos e Léo Lacca, fundamentais na preparação e escalação do elenco, e menciona que esta é uma categoria nova na premiação.

Documentários e curtas brasileiros na disputa

Além do longa de Kleber Mendonça Filho, a colunista celebrou a inclusão de outras obras nacionais na disputa. O documentário "O Apocalipse nos Trópicos", de Petra Costa, e o curta-metragem "Amarela" também figuram nas listas de seus respectivos gêneros.

Flávia lembra que essas produções já circularam por grandes festivais, como Veneza e Cannes, criando um "ecossistema" que culmina na atenção da Academia. "Não é prêmio de consolação. A gente sabe que está entre os melhores do mundo e a batalha continua", conclui.

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