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Ed Motta nega ofensa a garçom e diz ser 'negro, gordo e sem preconceito'

Em depoimento obtido pela coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, cantor contou versão da briga em restaurante no Rio de Janeiro

Da redação

DA REDAÇÃO

12/05/2026 • 18:15 • Atualizado em 12/05/2026 • 18:15

Ed Motta
Ed Motta - Foto: Reprodução/Instagram/edmotta

O cantor Ed Motta negou ter chamado o garçom do restaurante Grado de 'paraíba' de maneira pejorativa durante a confusão que é investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em depoimento nesta terça-feira (12), o artista relatou a própria versão sobre os fatos.

No relato, obtido pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo e BandNews FM, Ed Motta confirma que ele e os amigos ficaram irritados com a taxa de rolha, cobrada quando o cliente leva o próprio vinho ao restaurante . E que se chateou, mas que não ofendeu ninguém.

Motta conta que ele se surpreendeu com a taxa de rolha. Ele afirmou que se sentiu "chateado e desprestigiado com o fato, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente". Ao falar com o gerente, este o explicou que a taxa foi cobrada porque a mesa estava cheia.

Chateado e influenciado pela emoção, Ed Motta conta que pegou a cadeia e a arremessou , mas sem a intenção de acertar ninguém. Sobre a acusação de ter proferido ofensas xenofóbicas para a equipe, ele  nega. Ele destacou que é "é neto de baiano e bisneto de cearense, possuindo amplo respeito pelos nordestinos". Além disso, ele citou que é "negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito".

O músico contou ainda que não viu a confusão que se seguiu, que contou com garrafada e troca de agressões entre outros clientes, os amigos dele e funcionários do Grado. Ele afirmou que soube de tudo "na manhã seguinte" e não presenciou nenhuma briga.

Entenda o caso

Uma simples taxa de rolha de vinho, cobrada por restaurantes para servir vinhos trazidos pelo cliente, virou uma confusão que viralizou nas redes sociais envolvendo Ed Motta, amigos e funcionários do Grado, um restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Relatado pela coluna de Luciana Fróes no O Globo, o episódio ocorreu no último fim de semana, quando o casal que chefia o local, Nello Garaventa e Lara Atamian, comunicou que o grupo de clientes composto por Ed Motta, Diogo Coutinho do Couto e um terceiro indivíduo teria protagonizado episódios de "extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local".

Em pronunciamento, Ed Motta disse ter perdido o controle durante a discussão, mas negou ter atacado os funcionários. "Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais", disse.

Ofensas xenofóbicas e preconceituosas

Em reportagem exibida peloFantástico, um dos garçons do estabelecimento — que optou por não se identificar — relatou que o artista e seus amigos proferiram xingamentos preconceituosos e manifestações de xenofobia contra a equipe.

Segundo o funcionário, a irritação de Ed Motta com a taxa de rolha rapidamente escalou para ofensas pessoais. O garçom afirmou ter ouvido frases discriminatórias no momento em que o cantor decidia deixar o local. "Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui", teria dito um dos integrantes do grupo.

O uso do termo "paraíba" de forma genérica e pejorativa é enquadrado como xenofobia, pois reduz a identidade de pessoas do Nordeste a um estereótipo discriminatório. Os proprietários do restaurante reforçam que a equipe também foi alvo de insinuações sobre orientação sexual e vida privada.

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